30 de agosto de 2010

Nordeste para Mãos de Vaca (roteiro de viagem)


(Praia do Gunga, no litoral sul de Alagoas)

Neste mês de agosto, passamos 20 dias viajando pelo Nordeste brasileiro. Nossa intenção era a de gastar o mínimo possível com transporte, alimentação, hospedagem e passeios.
Adiantamos que conseguimos descobrir algumas barbadas e bocas-livres, mas que também não é nada fácil economizar numa região onde o principal objetivo das pessoas é explorar o turista.

Dados da viagem
distância percorrida:  aprox. 2 mil km
nº de estados visitados: 5
cidades visitadas: 19
praias visitadas: em torno de 30
hospedagem em: 2 hotéis, 4 pousadas e 2 casas de amigos
meios de transporte: avião, ônibus, carro, van, jangada, lancha e buggy
vezes que tentaram nos explorar: centenas
vezes que conseguiram: 3

Passagem aérea
Compramos a passagem aérea com bastante antecedência, em fevereiro deste ano, pelo valor de 422 reais por pessoa (com taxa de embarque), diretamente pelo site da GOL.

O embarque foi em São Paulo (GRU) no dia 3 de agosto, por volta de umas 10 da manhã, com destino a Maceió, no estado de Alagoas. O retorno foi via Fortaleza, na madrugada do dia 24 de agosto.

Quando ir?
Logo descobrimos que agosto não é das melhores épocas para se viajar ao Nordeste. Pegamos chuva em boa parte da nossa viagem, mas felizmente intercalada com períodos de sol. Só conseguimos nos livrar do mal tempo de Natal para cima. O clima no Ceará estava extraordinariamente bom.
Em contrapartida, por ser baixa temporada em agosto, conseguimos incontáveis descontos em hotéis e passeios.

Conversamos com vários donos de pousada e guias turísticos e todos foram unânimes em afirmar que a melhor época para ir ao Nordeste é nas semanas seguintes ao feriado do Carnaval, pois ainda é clima de verão e os preços caem radicalmente.

O que levamos?
Queríamos carregar o menor peso praticável, pois sabíamos que no meio do caminho teríamos de trocar várias vezes de ônibus, ou outros tipos de transporte. Tínhamos duas mochilas e uma pequena valise de mão, mas, na metade do caminho, compramos uma terceira mochila (de trekking), não tanto por precisarmos dela, mas porque o preço estava bom.
Acabamos nem usando boa parte das roupas que levamos, pois, mesmo no "inverno" nordestino, a média de temperatura estava em torno de 28 graus. Por isto, roupas leves, camisetas e calções de banho (ou biquínis para as mulheres) fazem parte do kit básico.
Também abusamos dos Crocs, aqueles chinelões desengonçados que estão virando moda, pois, além de serem confortáveis, provaram ser uma mão na roda na praia e para andar nas rochas das piscinas naturais. Não dá para se esquecer dos óculos de sol, bonés, chapéus e do mais importante: protetor solar.

O repelente estava na mala, mas, quando precisamos, ele não deu conta e fomos obrigados a comprar um aparelhinho para espantar os pernilongos que estavam nos comendo vivos. É sempre bom carregar uma ou mais garrafinhas d'água consigo, para evitar de pagar os valores exorbitantes das barracas de praia.

Além disto, trazíamos 3 câmeras fotográfica, duas delas compactas (uma para fotografar e filmar embaixo d'água) e uma Reflex com duas lentes (uma grande-angular e outra tele).
Definitivamente, não recomendo fotografar com uma câmera que chame atenção nas grandes cidades do Nordeste (aliás, em nenhuma grande cidade do Brasil), a não ser em circunstâncias onde a segurança seja evidente. Já nas praias mais desertas, em vilas de pescadores e cidades menores, há uma maior liberdade para quem gosta de tirar uma bela foto.
Um netbook foi fundamental para mantermos contato com o mundo, mesmo que a qualidade e a disponibilidade de internet variasse de uma cidade para a outra.

Snorkels são necessários para as piscinas naturais, que podem ser alugados por valores relativamente módicos (por volta de 5 reais), mas muitos passeios os incluíam de graça. Optamos por trazer os nossos.

Dinheiro e cartão
Por razões de segurança, jamais carregamos muito dinheiro conosco.
Há caixas eletrônicos 24 horas e bancos em todas as capitais e em muitas das cidades pequenas. Quase todos os restaurantes em que estivemos aceitavam cartão de crédito ou débito, porém os passeios (buggy, lancha ou van) tiveram de ser pagos em dinheiro. Várias vezes tivemos de pedir para o bugueiro ou o motorista parar em algum caixa eletrônico porque havíamos sido pegos "desprevenidos" (é óbvio que isto não podia ser feito numa lancha).
Os ônibus interestaduais também foram pagos em dinheiro vivo. Os hotéis e pousadas foram pagos adiantados.

Segurança
Se você estiver vindo com um pacote, provavelmente não verá muito do que vimos fazendo a viagem por conta. Apesar da opulência das áreas turísticas das cidades do Nordeste, esta ainda é uma região muito pobre, onde o turista está sujeito a furtos e roubos.
Sentimo-nos inseguros várias vezes durante nossa rota, principalmente no estado de Pernambuco, e recomendamos o máximo de cautela em rodoviárias e em transporte público, como ônibus e metrôs. Jamais deixe sua bagagem desacompanhada, nem ostente jóias, relógios ou objetos caros.
Dependendo das suas feições ou sotaque, você dificilmente deixará de atrair atenção, ainda mais se for estrangeiro. O ideal é tentar ser o mais discreto possível.

(continua...)

Northeast Brazil for the Tight-fisted

(Praia do Gunga, Alagoas southern shore) 

This August, we spent 20 days traveling in Northeast Brazil. Our goal was to spend less money possible on transportation, eating, lodging and sightseeing.

We`ll tell you beforehand that we`ve gotten some deals and free-rides, but also that`s not an easy task to save money in an area where everybody want to rip you off.

Trip information
distance traveled: aprox. 2000 km
# of States: 5
Cities: 19
Beaches: around 30
Lodging: 2 hotels, 4 hostels and 2 friend's houses.
Transportation: plane, bus, car, van, raft, speedboat and buggy
ripoff attempts: hundreds
ripoffs accomplisheds: 3

Air ticket
We bought the air ticket in advance, in february, for 422 reais (boarding charge included) directly at GOL's website.
The flight departed from São Paulo's airport (GRU) to Maceió, Alagoas State, on August 3rd, around 10am. The flight back departed from Fortaleza, on August 24th early morning.

When to go?
We soon discovered that August is far not the best season to travel to Northeast. It was mostly rainny, fortunately sunny at times though. The weather got better when we arrived in Natal and, in Ceará, it was incredibly beautiful.
On the other hand, August is low season, so we managed to get some discounts in hotels and sightseeing.

Some hostels owners and tour guides agreed that the best time of the year to travel to Northeast Brazil is during the weeks after Carnival (which takes place in the end of February or beginning of March), when it's still summertime, but everything is much cheaper than the prior months.

What we brought?
Since we'd have to take many buses or other means of transport, we wanted to carry less load possible. We brought two backpacks and a small suitcase, but in the middle of the way we bought a third backpack, not because we needed it, but for its price.
We ended up not wearing most of the clothing we packed, for the northeastern “winter” average temperature was around 28 degrees (Cº). Thus, light clothing, tees and bathing suit are going to be your basic apparel all year long.

We used Crocs a lot, those huge and flimsy sandals, because they're comfortable and proved to be very handful on the beach and to walk on the rocks at the sea pools. You mustn't forget sunglasses, caps, hats and the most important: sunscreen, as well.

There was repelent in our bag, but, when it was necessary, it didn't work and we had to buy an electronic repelent against the mosquitos that were eatings us alive. It's a good idea to carry some bottles of water with you all the time, so you can avoid paying the unbelievable prices the beaches kiosques charge.

Besides, we had 3 photo cameras with us, two point-and-shoot (one underwater camera) and one SRL with two lenses (a wide-angle and a telephoto).
Definitely, I do not recommend to carry a fancy camera in Northeast big cities (actually, in none of Brazil big cities), unless in some circunstances where safety is evident. But in some desert beaches, fishermen villages and smaller cities, the shutterbugs will be able to shoot freely.

A netbook was very important to keep contact with the world, but internet connection quality and availability was unequal from one city to the other.

Snorkels are a necessary equipment for the sea pools, and you can rent one for a reasonable price (some 5 reais), but most of the sightseeings offered snorkels for free. We prefered to bring ours.

Money and credit card
For safety reasons, we never carried lots of money on us.
There're ATMs and bank branches in every major city and in most of the small ones. Almost every restaurant we've been at accepted credit or debit cards, however when sightseeing (buggy, speedboat or van) we had to pay in cash. Many times we had to ask the driver to stop near an ATM, because we didn't have enough money for the ride (it couldn't be done in a speedboat, for obvious reasons!).
Interstate buses were paid in cash. Hotels and hostels were paid in advance.

Safety
If you're coming with a travel package, you'll probably not see what we saw traveling by ourselves. The touristic areas in Northeast might be very opulent, but this is a very poor region of Brazil still, where a traveler is a potential victim to theft or robbery.
Many times during our trip we felt unsafe, specially in Pernambuco state, and we'd recommend to be cautious in bus terminals and while using public transportation, such as buses and trains. Never leave your luggage unattended, nor show jewelery, expensive watches or other valuable objects.
We heard stories of armed robbery in buses, and it might happen on a daily basis, since interstate buses stop all the time to pick passengers up on the road.
Depending on your facial features or accent, you'll hardly pass unnoticed. That you'll be worse if you're a foreigner. Try your best to be discreet.

(to be continued...)


Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.

27 de agosto de 2010

Atlantic City para Mãos de Vaca


Na Costa Leste, a cidade das ilusões chama-se Atlantic City. Não tem o glamour nem a grandiosidade de Las Vegas, mas pelo menos está a pouco mais de duas horas de distância de Manhattan.
O tipo de destino que dá para ir de manhã e voltar à noite.

Quem já esteve num cassino, sabe muito bem que os únicos que enriquecem ali são os donos do cassino. Já os jogadores, ganham às vezes e perdem quase sempre. No entanto, arriscar a sorte nas máquinas de caça-níquel, nas roletas, nas mesas de blackjack ou de dados é cheio de charme e pode ser bastante divertido, desde que você não seja viciado.

Se você pretende dar uma escapada de Nova York e passar o dia em Atlantic City, seguem agora algumas dicas sobre como gastar menos.

Chegando na cidade
Você pode viajar para Atlantic City de avião, trem ou ônibus, mas a última opção é definitivamente a mais barata, principalmente porque você recebe de volta parte do valor da passagem para jogar nos Cassinos.
O ônibus Lucky Struck da Greyhound o deixará dentro do cassino que você preferir, para tanto basta dizer no guichê para onde você quer ir na hora de comprar a passagem no guichê do Port Authority, em Manhattan.

http://www.luckystreakbus.com/

A passagem também pode ser comprada online, no site da empresa. Você pode pegar o ônibus em qualquer horário na data escolhida, e voltar também em qualquer horário na data de retorno. Se você pretende ir e voltar no mesmo dia, o ideal é sair bem cedinho e voltar assim que anoitecer. Não recomendo deixar para voltar no último ônibus, para não correr o risco de ficar sem lugar.


Assim que você desembarcar nos cassinos, você terá de entrar numa fila para resgatar o reembolso parcial da passagem (em torno de 25 dólares, ou seja, você terá pago, de fato, uns 10 dólares na passagem de ônibus).
Sempre traga um documento com foto, como o passaporte ou a carteira de motorista americana (se você a tiver). RG, CPF, fotocópias de documentos NÃO são aceitos. Então, você apresenta seu documento e canhoto do ônibus no balcão do cassino e recebe um cartão com créditos para gastar nas máquinas do cassino.
Depois que o dinheiro deste cartão acabar, daí é com você e sua pobre carteira!

Qual o melhor cassino?
Geralmente, esta pergunta precisa ser reformulada: "qual cassino paga mais?"
No entanto, a resposta é complexa. Existem alguns sites que indicam qual dos cassinos tem sido mais vantajoso nos últimos dias, com tabelas complicadas de taxa de retorno de dinheiro. Confesso que não entendo nada disso, meu negócio é pôr o cartão na máquina e apertar o botão, talvez por isto que tenhamos perdido tanto dinheiro...


Estivemos no Bally's, no Tropicana, e no Caesars. Todos eram bastante parecidos, com milhares de máquinas caça-níqueis, luzes e jogadores frenéticos. Sugiro que você desembarque num deles e, depois de gastar o dinheiro do seu reembolso, dê uma volta pelos outros, pois são todos perto um dos outros e você aproveitar para dar uma olhada na cidade.


São vários cassinos contornando a praia de Atlantic City, é só escolher o seu.

Onde comer?
Em Atlantic City há uma variedade imensa de restaurantes e lanchonetes. A boa notícia é que mesmo os de redes, como Ruby Tuesday ou TGI Friday são bem mais em conta do que em Manhattan. Aproveite que você está torrando todo o seu dinheiro com jogatina e vá num restaurante um pouco melhor. Ser mão de vaca também tem limites!

Onde comprar?
Com opções tão tentadoras nas proximidades de Nova York, como Jersey Gardens ou Woodbury Commons, provavelmente não passa por sua cabeça fazer compras em Atlantic City.
Contudo, há um pequeno outlet no centrinho da cidade, ao longo da Atlantic Avenue, que não chega a ser expecional, mas onde há algumas lojas baratas e com um estoque que talvez o atraia.
Aliás, na nossa viagem a Atlantic City, foi a existência deste outlet que salvou a programação, depois de termos saído deprimidos dos cassino.


Só recomendo não sair muito da área mais central ou próxima dos cassinos, pois ouvimos relatos de que as regiões mais afastadas são bastante perigosas.

E boa sorte nos cassinos!


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25 de agosto de 2010

Viagens para Mãos de Vaca


Nós últimos três anos e meio, falamos exclusivamente sobre Nova York, uma cidade que exploramos exaustivamente e que jamais nos deixa de fascinar. Falamos de seus museus, lojas, restaurantes, lanchonetes, de seu estilo de vida, sempre sob a perspectiva do turismo econômico.

A princípio, mal sabíamos que estávamos realizando uma abordagem praticamente inédita em língua portuguesa, tampouco podíamos prever a dimensão que o "Nova York para Mãos-de-Vaca" tomaria. Sem pretensão alguma, tornamo-nos uma referência tanto em se tratando de Nova York quanto em como viajar gastando menos.  Recebemos centenas de milhares de leitores todos os anos e dezenas de e-mails todos os dias, agradecendo-nos pela contribuição que demos para tornar sua viagem mais agradável.

Mas, desde o começo, também recebemos pedidos para incluirmos novos destinos, para falarmos de outras cidades dos EUA e do mundo. Para tanto, criamos em 2010, a revista "Viagens para Mãos-de-Vaca", que ampliou a nossa área de atuação, mas mesmo assim ainda não basta.

Por isto, a partir deste mês, o site passará a se chamar "Viagens para Mãos de Vaca" (agora sem hífen, graças à famigerada reforma ortográfica), e além de continuarmos falando sobre Nova York, incluiremos todos os destinos possíveis por onde passarmos. Já neste próximo mês, haverá várias dicas sobre o Nordeste do Brasil, e para os meses seguintes, vários destinos da América Latina.
Pouco a pouco, o espírito mão de vaca de viajar abarcará o mundo e esperamos que vocês nos acompanhem e ajudem-nos nesta aventura em busca por barbadas.

Um grande abraço,

Henry Alfred Bugalho e Denise Nappi



***

18 de agosto de 2010

Sony Wonder Lab, o museu do futuro (atração turística)


O propósito dos museus é o de resgatar o passado, fazer-nos lembrar o que fomos para enterdermos o que nos tornamos. Obras do passado é que encontramos em museus como o Metropolitan, ou o Museu de História Natural.


Já o Sony Wonder Lab, um pequeno museu escondido nos arredores da loja de departamento Bloomingdale's, é um museu que fala do passado, mas principalmente do nosso futuro.

 (Telejogo e Atari. Alguém aí se lembra destes videogames? Eu me lembro!)

Logo na entrada, recebemos uma credencial digital que é o nosso passaporte para este fantástico mundo digital. É com esta credencial que podemos inserir nossos dados no sistema do Sony Wonder Lab, e também fuçar em robôs, fazer cirurgias virtuais e compreender como funciona a transmissão eletrônica de dados. Pode até soar como um museu para os nerds, e certamente os nerds devem se deliciar com este museu, mas o Sony Wonder Lab consegue ser didático o bastante para que qualquer um possa compreender o percurso da tecnologia.


O passeio demora em torno de 60 minutos, isto se você não dedicar seu tempo a ler e brincar com todos os aparelhos, já que dá até para jogar videogame dentro deste museu. Além disto, tudo é totalmente grátis e, no final do passeio, o sistema do Sony Wonder Lab imprime sua ficha, indicando tudo que você fez e aprendeu no percurso.


O museu funciona de terça a sábado, das 10 da manhã às 5 da tarde, e aos domingos do meio-dia às 5 da tarde.
Os ingressos gratuitos são distribuídos por ordem de chegada, mas recomenda-se (não é obrigatório) que se reserve entrada com antecedência, que pode ser feito através do telefone 212-833-8100 de sete dias até 3 meses de antecedência.


Talvez o museu seja mais concorrido em época escolar, pois quando estivemos lá não havíamos feito reserva e estava bastante tranquilo.

Site Oficial do Sony Wonder Lab
http://wondertechlab.sony.com/index.html
Localizado no Sony Plaza, na rua 56 com a Madison Avenue, mas tem de procurar porque fica meio escondido.


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11 de agosto de 2010

Trader Joe`s, o supermercado natureba (alimentação)


Em Nova York, deixar para comprar comida em supermercados nem sempre é a opção mais barata. Com tantos restaurantes, lanchonetes e biroscas econômicas, às vezes a conta do mercado pode surpreender.

Algumas das redes mais requintadas, como Whole Foods, Food Emporium ou D'Agostino's pode devorar seu suado dinheirinho sem você nem perceber, comprando apenas 5 ou 6 itens. Você logo perceberá que frutas, verduras e legumes custam muito mais caro do que no Brasil, enquanto produtos industrializados tem preços relativos mais em conta.

No entanto, ao contrário do que ocorre na maioria das outras cidades americanas, os nova-iorquinos adotam um estilo de vida mais saudável, que inclui esportes e, principalmente, alimentação mais equilibrada. E isto pode ser observado nas filas quilométricas dos raríssimos mercados da rede Trade Joe's em Manhattan.

O Trade Joe's vai na contramão da cultura junk food. Nestes mercados, muitos dos produtos são orgânicos, e todos são sem hormônios, agrotóxicos, ou conservantes. Há uma variadade imensa de produtos animais e hortifrutigranjeiros, além de congelados, massas e pães.
Os mercados nunca estão vazios, mas, se você deixar para ir na hora de maior movimento, sugiro que você leve seu marido consigo para ele ficar esperando na fila, pois esta costuma serpentear pelos corredores do mercado e pode demorar bastante.
O empurra-empurra, os vários pedidos de licença, e a multidão parece fazer parte do encanto do Trader Joe's, aliado aos funcionários sempre bem humorado e prestativos, coisa bastante incomum em Nova York, parecem dar mais charme ao mercado.
Se você é natureba, vegetariano, vegano, macrobiótico, ou simplesmente gosta de produtos de boa qualidade e com preços razoáveis, o Trader Joe's vai, sem dúvida, satisfazê-lo.

Atualmente, há dois mercados desta rede em Manhattan, um na Sexta Avenida com a rua 22, e outro próximo no Upper West Side, na Broadway com a rua 72.


Site oficial do Trader Joe's
http://www.traderjoes.com/index.asp


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4 de agosto de 2010

Tri-Tip Grill, o melhor churrasco mão-de-vaca de Manhattan (alimentação)


A combinação de bom preço, ótima localização e refeições suculentas fazem do Tri-Tip Grill a maior descoberta deste ano.
Situado no subsolo do Rockefeller Center, região quase inexplorada pela maioria dos turistas, o Tri-Tip é o primeiro da rede em Nova York, preparando um churrasco saborosíssimo.

É o tipo de lugar frequentado e conhecido principalmente por locais, mas, se você decidir aparecer por lá na hora do almoço, vai se deparar com uma fila enorme e um razoável tempo de espera, pois executivos que trabalham no Rockefeller Center lotam o pequeno restaurante.
A especialidade deles é o "tri-tip" do boi, que corresponde à nossa alcatra e parte da maminha (se tiver um churrasqueiro profissional por aqui que entenda mais do assunto, por favor, corrija-me) e que é mais saborosa quando preparada um tanto mal-passada (medium rare), mas você pode pedi-la ao ponto (medium) ou bem passada (well done) se for ao seu gosto. Aliás, esta nomenclatura vale para qualquer carne que você pedir em restaurantes dos EUA.


Os sanduíches de carne custam a partir de 6,99 dólares e, adicionando fritas e refrigerante (refill, ou seja, você pode se entupir ainda mais!) custa 2,99 dólares à mais.


Já as refeições, com carne a dar com pau e duas opções de acompanhamento custa a partir de 12,99 dólares e, eu asseguro, dá tranquilamente para dividir. Se você não for tão esganado, também pode comprar meia porção, que é mais do que suficiente para o almoço.

(uma das promoções do restaurante, leve a peça inteira de carne por U$ 19,95 e alimente a família inteira)

O subterrâneo do Rockefeller Center pode ser um tanto confuso a princípio, por isto, a melhor maneira para chegar ao Tri-Tip Grill é entrando pela porta de frente para a pista de patinação do gelo (ou para a estátua dourada), seguir pelo corredor da esquerda, virar à direita na primeira escada e novamente à direita lá embaixo. O Tri-Tipo é um dos primeiros restaurantes. No entanto, se você se perder, há alguns mapas que talvez o ajudem a se localizar, ou simplesmente caminhe e dê uma olhada em todas as opções, pois a praça de alimentação do Rockefeller é bastante diversificado e certamente atenderá a todos os gostos.
Além disto, se o restaurante estiver muito cheio e não houver mesas, você pode se encaminhar a uma pequena Food Court, onde há mais mesas.

Site oficial do Tri-Tip Grill
http://www.tritipgrill.com/#/home
Na rua 50 (subsolo), entre a Quinta e a Sexta Avenida.


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