23 de agosto de 2015

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2 de agosto de 2015

Nova York ou Londres. Qual é melhor?


Qualquer texto que tente determinar qual cidade é melhor, principalmente quando se tratam de dois locais tão distintos quanto Nova York e Londres, sempre será tendencioso.

As pessoas são diferentes e são atraídas por qualidades diferentes, portanto, a minha intenção é a de apresentar a minha visão parcial sobre o que há de interessante nestas duas cidades.
Entrentanto, após ter morado 4 anos em Nova York, eu acabei tendo contato com o que há de melhor e pior da cidade, tanto do ponto de vista turístico quanto de morador.
Já em Londres, mesmo tendo visitado a cidade 4 vezes somente neste último ano, a minha experiência é basicamente de quem está a passeio, o que influencia bastante na percepção do local.

Nova York

A Big Apple é um símbolo de modernidade, riqueza e poder. Seus arranha-céus, suas largas avenidas e sua opulência povoam o imaginário das pessoas.
Seu apogeu ocorreu durante o século XX, quando se tornou a meca de empresários, banqueiros, investidores, artistas e qualquer um sonhando por uma oportunidade, onde vencer poderia significar estar no topo do mundo.
Multicultural, costuma-se dizer que "se não há em Nova York, não existe em nenhum outro lugar", o que obviamente é um exagero.

Ainda hoje é um dos mais importantes centros urbanos do planeta, reinventando-se dia após dia, reerguendo-se das cinzas de uma tragédia que marcou a História recente.


Londres

Fundada pelos romanos no ano de 43, Londres se agigantou com o passar dos séculos e se tornou uma força dominante nas ilhas britânicas e, posteriormente, após a Revolução Industrial, disputou com Paris o título de "capital do mundo".
Foi a maior cidade do mundo durante o século XIX (na verdade, são muitas cidades em uma, que com a expansão, acabaram se unindo) e, durante seus milhares de anos, foi consumida por incêndios, bombardeada pelos nazistas, reconstruída e hoje possui um dos metros quadrados mais caros do planeta.
Sua posição geográfica estratégica e seu crescimento econômico a converteram em uma cidade extremamente internacional e dinâmica, onde as mais diversas culturas, idiomas e etnias se encontram.
Assim como Nova York, para muitos Londres é uma cidade onde os sonhos podem ser realizados, embora a realidade de fato seja muito mais dura.

Não estaríamos exagerando ao dizer que, sem Londres, provavelmente não haveria Nova York, pois foi graças à expansão colonial britânica, com suas tradições, leis e princípios liberais, que os EUA pode florescer.


Atrações Turísticas

Nova York

Alguns dos melhores museus do mundo estão em Nova York, o Metropolitan Museum, o MoMa, o Guggenheim, o Museu de História Natural, além de uma infinidade de outros espaços e galerias, com coleções inacreditáveis.
A maioria deles possui dias gratuitos de visitação ou entrada sugerida, ou seja, você paga quanto quiser.
A Estátua da Liberdade, a Times Square e o Central Park são três pontos icônicos de Manhattan, atrações obrigatórias para qualquer um que visite a cidade pela primeira vez.
Além disto, os arranha-céus, como o World Trade Center One, o Empire State Building, o Chrysler Building ou o Rockefeller Center marcam a paisagem urbana.
Isto para mencionarmos apenas algumas das incontáveis atrações e passeios por Nova York.

Londres

Em seus quase dois mil anos de História, Londres erigiu algumas das atrações mais lindas que seus olhos poderão ver.
O famoso relógio Big Ben erguendo-se sobre o Palácio de Westminster, a Torre de Londres e Ponte de Londres, a Catedral de St. Paul, o Palácio de Buckingham, ou a roda-gigante London Eye.
Se você estiver procurando por atrações culturais, muitíssimos museus londrinos são totalmente gratuitos, como o Museu Britânico (onde estão os baixo-relevos do Parthenon), a Tate Gallery, o Museu de História Natural, a National Gallery, ou o Museum Imperial da Guerra, além de várias outras coleções públicas ou privadas, como o museu de cera Madame Tussauds.
No entanto, se você preferir modernidade, Londres hoje é um imenso canteiro de obras, onde se ergue um arranha-céu atrás do outro. The Shark e the Gherkin se destacam na paisagem londrina, além dos vários novos edifícios em Cannary Warf. Também há o Picadilly Circus, uma espécie de mini Times Square.
Agora, se o seu lance for parques, então Londres é um verdadeiro paraíso. Aproveite para passear no Hyde Park, no Regent's Park, no Green Park, ou em qualquer um dos numerosos parques e praças espalhados por toda a cidade.

Deslocamento 

Se assim como eu, você aprendeu a dominar o metrô nova-iorquino, com suas linhas paralelas pelo East e West Side, indo Downtown ou Uptown, provavelmente achará o metrô londrino bastante complicado.
Nestas duas cidades, este é o meio mais rápido e eficiente para se deslocar, embora não tenhamos utilizando tanto o Underground (chamado de The Tube pelos londrinos), pois com o carrinho de bebê isto acaba se tornando uma missão quase impossível: poucas estações são adaptadas com elevadores e, mesmos as que são, os trajetos até as plataformas são muito confusos.
Se você não tiver pressa, em Londres é muito legal andar de ônibus, pois desde o andar de cima tem-se uma bela vista da cidade, que acaba substituindo um ônibus de turismo.
Os táxis em Nova York são relativamente baratos, dependendo de onde você estiver indo; jamais usamos os tradicionais táxis pretos britânicos, portanto, não vamos opinar.

É muito mais simples se localizar em Manhattan, com suas quadras retangulares numeradas em avenidas e ruas. Em poucos dias, você já sente que conhece tudo.
Em Londres, no entanto, a orientação é muito mais difícil. Seguindo o traçado medieval de The City, com quadras irregulares, com nomes de ruas às vezes difíceis de serem pronunciados, pode levar muito mais tempo para se acostumar e entender onde está e para onde ir.
Neste sentido, Nova York é uma cidade mais agradável para caminhar, pois as distâncias são mais curtas, porém mesmo se perder em Londres também acaba se tornando um passeio à parte, entrando em becos e vielas, com muitos segredos a serem desvendados.
Sinceramente, eu sempre me sinto em uma história de Dickens ou num mistério de Sherlock Holmes quando começo a me embrenhar nos becos de Londres.

Compras

As duas cidades possuem lojas para todos os bolsos, mas com a libra pela hora da morte, os EUA acaba sendo um destino muito mais atrativo para quem deseja comprar roupas ou eletrônicos.
Até hoje não encontrarmos nada que se assemelhe aos outlets americanos, tanto em oferta quanto em preço, portanto, se este for seu objetivo, não pensaria duas vezes.


Alimentação

Tanto Londres quanto Nova York possuem uma variedade gastronômica que nenhum ser humano normal conseguirá explorar completamente.
São restaurantes e lanchonetes com ofertas de praticamente qualquer tipo de culinária existentes. Nestas duas cidades, se você pretender gastar pouco com comida, as opções serão compras em supermercados e fast-food.
Por outro lado, os restaurantes nova-iorquinos possuem mais personalidade e identidade. Em Londres, a tendência é uma padronização pelas redes. Você encontra certas franquias em praticamente todo lugar, o que é um pouco irritante. Pizza Express, Zizzi, Costa, Starbucks, Café Nero, Pret-a-Manger, Eat, Greggs, Nando's, Subway, itsu, entre várias outras, estão por todos os lados. Isto dá uma cara meio pasteurizada para a cidade, pelo menos no quesito alimentação.

As Pessoas

O nova-iorquino é apressado e, às vezes, bastante estressado, portanto, não espere muita cordialidade em Nova York. Eles serão educados dentro dos limites aceitáveis, mas prepare-se para um atendimento bastante ruim no comércio, excetuando em restaurantes, onde os garçons ganham gorjeta.

Já o inglês tem a merecida fama de ser extretamente bem educado e cortês. Embora em Londres haja muitos imigrantes e turistas, mesmo assim o padrão é um atendimento bom e respeitoso. Via de regra, você se sentirá bem tratado.

Conclusão

Londres é uma cidade muito mais complexa e completa do que Nova York, além de estar muito bem localizada geograficamente na Europa, sendo um ótimo ponto de partida para explorar outras regiões do Reino Unido ou da Irlanda, ou descer para o continente, aproveitando sua viagem para ir à França, Holanda ou qualquer outro país mais próximo, já que as passagens aéreas com empresas low-cost são baratíssimas.
Desde modo, você acaba levando um pacote cultural europeu completo.

Por outro lado, Nova York ainda é um destino extraordinário, em constante renovação, com intermináveis opções de passeios, gastronomia e compras. É uma cidade fascinante e apaixonante.
Também é possível dar uma esticada a partir dali para cidades próximas, como Boston, Filadélfia, Washington D.C. ou Atlantic City, ou caso esteja disposto a conhecer outro país, seguir até Toronto, no Canadá.

Saiba que, qualquer for a sua escolha, você dificilmente se arrependerá.
Em caso de dúvida, conheça as duas!

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19 de julho de 2015

10 Atrações Gratuitas em Paris - parte 2

Texto e fotos: Ivan Kohigashi

Todas as vezes que eu pensava em montar o roteiro de Paris, sempre desistia no meio, pois sempre que eu pedia algum conselho de amigos que haviam visitado a Cidade da Luz, me falavam que eu precisava conhecer todos os museus. Eu nunca fui de gostar de museus – mas respeito quem curte! – e eu sempre acabava deixando Paris para quando eu talvez estivesse na empolgação de desbravar museus.

O mundo de um viajante dá voltas (literalmente!) e acabei deixando a emoção (e uma promoção incrível de R$ 440,00 ida e volta, na época da Copa do Mundo 2014) me levando para a cidade do bonjour. O preço era ótimo, mas havia um porém: a viagem tinha, obrigatoriamente, duração de 1 mês. Esse motivo me fez ficar todo arrepiado! Teria que ficar 1 mês em uma cidade conhecida pelos museus. Esse baque me serviu para traçar o meu objetivo: curtir a cidade, a cultura, sem precisar visitar museus e pagar o mínimo possível por atrações turísticas!

Confiram 10 lugares que visitei, não paguei, e que me renderam as lembranças mais agradáveis da pequena parte da minha vida em Paris (leia aqui a primeira parte destas dicas):

6. Canal Saint-Martin


O Canal Saint-Martin também foi cenário do filme da Amélie Poulain, e também de um outro filme que amo de paixão: "Um dia", com a Anne Hathaway.

Mais uma vez, as margens das águas verdes de Paris me encantaram e me prenderam a atenção. O lugar é muito bonito, e tem um clima muito bacana! É possível ver alguns barcos de passeio que aguardam o canal esvaziar alguns trechos para poderem "descer" níveis do canal.


As margens do Canal Saint-Martin são cheias de bares e restaurantes, bistrôs e muita gente sentada nas margens curtindo um piquenique ou descansando. Me apaixonei!

Endereço: Quai de Valmy, 75010 – Estação de metrô: Gare de L'Est

7. Jardin Anne-Frank


O Jardin de Anne-Frank é um lugar que achei quando desbravava algumas ruas perdidas de onde morei, no bairro  do Marais.

Um lugar calmo e escondido, o jardim de Anne-Frank é compartilhado e cuidado por todos os moradores da região.


Legenda: Cuidados e detalhes no Jardin de Anne-Frank

Endereço: 14 Impasse Berthaud, 75003 – Estação de metrô: Rambuteau

8. Centre Georges Pompidou


O Centre Georges Pompidou é um complexo, localizado no bairro Le Marais, com museus, biblioteca, teatro e um restaurante no topo.

Para mim, a diversão do Pompidou era ficar sentado em frente, assistindo os artistas de rua se apresentarem com músicas e danças! Compre seu baguete, suco, chá, café ou vinho, e aprecie o ambiente de arte, com uma acústica fenomenal do lado de fora que ajuda ainda mais no som dos artistas.

Ah, e é gratuito!


Endereço: Place Georges-Pompidou, 75004 – Estação de metrô: Rambuteau
www.centrepompidou.fr

9. Place des Vosges e Maison Victor Hugo


Ainda no bairro Le Marais, se encontram os lugares mais famosos de Paris: Place des Vosges e a Maison Victor Hugo.

A Place des Vosges é rodeada por lojas, cafés e restaurantes. Já foi até cenário de duelos!
No entorno da Place des Vosges também há uma outra atração turística gratuita, que é a casa de Victor Hugo.



Essa casa do escrito francês Victor Hugo se tornou um museu gratuito, onde ele viveu por 16 anos, e local onde foi escrito Os Miseráveis.


A história, retratos e imagens são bacanas, mas a arquitetura do local, os objetos e a vista são um show à parte!



A entrada para a Maison Victor Hugo é gratuita, e o funcionamento é de terça a domingo, 10h – 18h. Fechado às segundas-feiras e feriados.

Endereço: 6 Place des Vosges, 75004 – Estação de metrô: Bastille
http://maisonsvictorhugo.paris.fr

10. Statue de la Liberté (Estátua da Liberdade)


A Estátua da Liberdade original é de Paris, e a que conhecemos em Nova York foi um presente dos franceses.

Em Paris há duas estátuas, uma na Île des Cygnes (Pont de Grenelle) e outra dentro dos Jardins du Luxembourg. Visitei a da Pont de Grenelle, por ter um clima mais parecido com a de Nova York.

P.S.: ainda prefiro a réplica dada de presente aos americanos! rs

Endereço: Île des Cygnes, Pont de Grenelle, 75015 – Estação de metrô: Charles Michels

Ivan Kohigashi
Paulistano, biólogo e viajante mão de vaca assumido. Blogueiro no Ifan Turistando.


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8 de julho de 2015

Mãos de Vaca na Mídia - Projeto Draft, artigo sobre nossa vida de nômades


"Eu adoraria poder viver e ser feliz em meu próprio país, mas conquistei fora tudo aquilo que jamais conseguiria em minha própria terra, onde o básico se tornou um luxo, e o luxo, uma obrigação. Saber que você vale mais do que o carro que dirige ou do que a roupa que veste é inestimável. Dignidade não tem nada a ver com quanto você tem no banco, mas com como você é tratado diariamente pelas demais pessoas, pelos serviços públicos, pelas empresas. Não é querer muito ter seus direitos respeitados."

Trecho publicado no site do Projeto Draft de um artigo que escrevi sobre a vida nômade que eu e a Denise temos levado nestes últimos anos.
Falamos um pouco do maosdevaca.com e de como é viver no exterior.
Confira!


http://projetodraft.com/deixar-o-seu-pais-pode-ser-um-ato-de-coragem-ou-de-desespero-as-vezes-e-a-unica-solucao-possivel/

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guias NY .PDF