19 de julho de 2015

10 Atrações Gratuitas em Paris - parte 2

Texto e fotos: Ivan Kohigashi

Todas as vezes que eu pensava em montar o roteiro de Paris, sempre desistia no meio, pois sempre que eu pedia algum conselho de amigos que haviam visitado a Cidade da Luz, me falavam que eu precisava conhecer todos os museus. Eu nunca fui de gostar de museus – mas respeito quem curte! – e eu sempre acabava deixando Paris para quando eu talvez estivesse na empolgação de desbravar museus.

O mundo de um viajante dá voltas (literalmente!) e acabei deixando a emoção (e uma promoção incrível de R$ 440,00 ida e volta, na época da Copa do Mundo 2014) me levando para a cidade do bonjour. O preço era ótimo, mas havia um porém: a viagem tinha, obrigatoriamente, duração de 1 mês. Esse motivo me fez ficar todo arrepiado! Teria que ficar 1 mês em uma cidade conhecida pelos museus. Esse baque me serviu para traçar o meu objetivo: curtir a cidade, a cultura, sem precisar visitar museus e pagar o mínimo possível por atrações turísticas!

Confiram 10 lugares que visitei, não paguei, e que me renderam as lembranças mais agradáveis da pequena parte da minha vida em Paris (leia aqui a primeira parte destas dicas):

6. Canal Saint-Martin


O Canal Saint-Martin também foi cenário do filme da Amélie Poulain, e também de um outro filme que amo de paixão: "Um dia", com a Anne Hathaway.

Mais uma vez, as margens das águas verdes de Paris me encantaram e me prenderam a atenção. O lugar é muito bonito, e tem um clima muito bacana! É possível ver alguns barcos de passeio que aguardam o canal esvaziar alguns trechos para poderem "descer" níveis do canal.


As margens do Canal Saint-Martin são cheias de bares e restaurantes, bistrôs e muita gente sentada nas margens curtindo um piquenique ou descansando. Me apaixonei!

Endereço: Quai de Valmy, 75010 – Estação de metrô: Gare de L'Est

7. Jardin Anne-Frank


O Jardin de Anne-Frank é um lugar que achei quando desbravava algumas ruas perdidas de onde morei, no bairro  do Marais.

Um lugar calmo e escondido, o jardim de Anne-Frank é compartilhado e cuidado por todos os moradores da região.


Legenda: Cuidados e detalhes no Jardin de Anne-Frank

Endereço: 14 Impasse Berthaud, 75003 – Estação de metrô: Rambuteau

8. Centre Georges Pompidou


O Centre Georges Pompidou é um complexo, localizado no bairro Le Marais, com museus, biblioteca, teatro e um restaurante no topo.

Para mim, a diversão do Pompidou era ficar sentado em frente, assistindo os artistas de rua se apresentarem com músicas e danças! Compre seu baguete, suco, chá, café ou vinho, e aprecie o ambiente de arte, com uma acústica fenomenal do lado de fora que ajuda ainda mais no som dos artistas.

Ah, e é gratuito!


Endereço: Place Georges-Pompidou, 75004 – Estação de metrô: Rambuteau
www.centrepompidou.fr

9. Place des Vosges e Maison Victor Hugo


Ainda no bairro Le Marais, se encontram os lugares mais famosos de Paris: Place des Vosges e a Maison Victor Hugo.

A Place des Vosges é rodeada por lojas, cafés e restaurantes. Já foi até cenário de duelos!
No entorno da Place des Vosges também há uma outra atração turística gratuita, que é a casa de Victor Hugo.



Essa casa do escrito francês Victor Hugo se tornou um museu gratuito, onde ele viveu por 16 anos, e local onde foi escrito Os Miseráveis.


A história, retratos e imagens são bacanas, mas a arquitetura do local, os objetos e a vista são um show à parte!



A entrada para a Maison Victor Hugo é gratuita, e o funcionamento é de terça a domingo, 10h – 18h. Fechado às segundas-feiras e feriados.

Endereço: 6 Place des Vosges, 75004 – Estação de metrô: Bastille
http://maisonsvictorhugo.paris.fr

10. Statue de la Liberté (Estátua da Liberdade)


A Estátua da Liberdade original é de Paris, e a que conhecemos em Nova York foi um presente dos franceses.

Em Paris há duas estátuas, uma na Île des Cygnes (Pont de Grenelle) e outra dentro dos Jardins du Luxembourg. Visitei a da Pont de Grenelle, por ter um clima mais parecido com a de Nova York.

P.S.: ainda prefiro a réplica dada de presente aos americanos! rs

Endereço: Île des Cygnes, Pont de Grenelle, 75015 – Estação de metrô: Charles Michels

Ivan Kohigashi
Paulistano, biólogo e viajante mão de vaca assumido. Blogueiro no Ifan Turistando.


Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.

8 de julho de 2015

Mãos de Vaca na Mídia - Projeto Draft, artigo sobre nossa vida de nômades


"Eu adoraria poder viver e ser feliz em meu próprio país, mas conquistei fora tudo aquilo que jamais conseguiria em minha própria terra, onde o básico se tornou um luxo, e o luxo, uma obrigação. Saber que você vale mais do que o carro que dirige ou do que a roupa que veste é inestimável. Dignidade não tem nada a ver com quanto você tem no banco, mas com como você é tratado diariamente pelas demais pessoas, pelos serviços públicos, pelas empresas. Não é querer muito ter seus direitos respeitados."

Trecho publicado no site do Projeto Draft de um artigo que escrevi sobre a vida nômade que eu e a Denise temos levado nestes últimos anos.
Falamos um pouco do maosdevaca.com e de como é viver no exterior.
Confira!


http://projetodraft.com/deixar-o-seu-pais-pode-ser-um-ato-de-coragem-ou-de-desespero-as-vezes-e-a-unica-solucao-possivel/

Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.

28 de junho de 2015

O Museu de História Natural de Londres, uma diversão para toda a família


Texto e fotos: Marcela Nóbrega

Londres tem museus incríveis (e gratuitos!), e um dos mais legais de visitar é o Museu de História Natural. Ele fica em South Kensington, ao lado de outros museus famosos, como o Victoria & Albert e o Science Museum, no complexo apelidado de Albertopolis (em referência ao Príncipe Albert, marido da Rainha Victoria).

O NHM, na sigla em inglês, é dividido em 5 grandes áreas: botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. A área da paleontologia é frequentemente a mais concorrida e tem muitas filas, já que as crianças adoram ver os fósseis e modelos de dinossauro, além da seção de história interativa.


Aliás, uma coisa que torna o museu tão interessante é a interatividade das exposições. Na seção de paleontologia, pode-se aprender em painéis com sons e imagens sobre como era o mundo na era dos dinossauros e como eles entraram em extinção. Na parte de mineralogia, existem pequenas experiências práticas para entender o efeito da erosão, por exemplo: você controla o fluxo de água sobre um painel cheio de areia e observa o que acontece. Só não achei muito legal a sala de entomologia (estudo dos insetos), que logo de cara tem um besouro enorme em cima da porta e um escorpião gigante na entrada. Mas aí já é opinião minha mesmo – odeio insetos!

É uma visita bastante educativa e divertida mas, mais que isso, o lugar é lindo! Super imponente por fora e por dentro, é difícil não se admirar com a arquitetura românica alemã. O pátio central é enorme e você já dá logo de cara com o enorme "Dippy", o esqueleto de um dinossauro Diplodocus, que fica ali bem no meio. O National History Museum costuma ser bem cheio, mas é possível encontrá-lo mais tranquilo em dias de semana na baixa temporada. A visita vale muito a pena e é totalmente gratuita!

Site oficial (em inglês):
www.nhm.ac.uk
Cromwell Road
SW7 5BD
Aberto diariamente das 10h às 17:50h.

Marcela Nóbrega
Jornalista por formação, social media por profissão e viajante por paixão. Conhece 18 países e deseja multiplicar este número.

Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.

21 de junho de 2015

10 Atrações Gratuitas em Paris - parte 1

Texto e fotos: Ivan Kohigashi

Todas as vezes que eu pensava em montar o roteiro de Paris, sempre desistia no meio, pois sempre que eu pedia algum conselho de amigos que haviam visitado a Cidade da Luz, me falavam que eu precisava conhecer todos os museus. Eu nunca fui de gostar de museus – mas respeito quem curte! – e eu sempre acabava deixando Paris para quando eu talvez estivesse na empolgação de desbravar museus.

O mundo de um viajante dá voltas (literalmente!) e acabei deixando a emoção (e uma promoção incrível de R$ 440,00 ida e volta, na época da Copa do Mundo 2014) me levando para a cidade do bonjour. O preço era ótimo, mas havia um porém: a viagem tinha, obrigatoriamente, duração de 1 mês. Esse motivo me fez ficar todo arrepiado! Teria que ficar 1 mês em uma cidade conhecida pelos museus. Esse baque me serviu para traçar o meu objetivo: curtir a cidade, a cultura, sem precisar visitar museus e pagar o mínimo possível por atrações turísticas!

Confiram 10 lugares que visitei, não paguei, e que me renderam as lembranças mais agradáveis da pequena parte da minha vida em Paris:

1. A melhor vista da Torre Eiffel

A Torre Eiffel foi aquela que me deu a certeza de que eu estava vivendo o clima parisiense! Como eu tinha bastante tempo, criei o objetivo de achar o melhor ângulo da torre.

Ela é majestosa e muito fotogênica, de qualquer ponto da cidade. A primeira vista foi a mais próxima, no Champ de Mars. Desci na estação de metrô Bir-Hakeim, e fui caminhando até a Torre Eiffel.  Vê-la de perto, passar por baixo, foi realmente indescritível.

Torre Eiffel vista do Trocadéro no anoitecer

Outra vista famosa da Torre Eiffel, é à partir do Trocadéro (estação de metrô Trocadéro), e foi a vista que mais me prendeu a atenção, e aí sim, pude me sentir realmente em Paris! Peguei a tarde e fiquei acompanhando o cair do sol e o começo da noite, e foi uma das vistas mais bonitas que presenciei!


Endereços: Champ de Mars, 2 Allée Adrienne Lecouvreur, 75007 – Estação de metrô: Bir-Hakeim / Trocadéro, Place du Trocadéro et du 11 Novembre, 75016 – Estação de metrô: Trocadéro

2. Rio Sena
Piquenique às margens do Rio Sena


Foi visitando a Europa que parei para pensar no quanto eu gosto desses rios que cortam as cidades!

As pessoas se apropriam dos espaços públicos para apreciar e vista e curtir um momento calmo às margens do Rio Sena, seja para conversar, fazer um piquenique, ou até mesmo apenas para sentar e descansar.

Aos domingos, as margens do Rio Sena têm o tráfego bloqueado para que a população use as ruas para praticar esportes, caminhar e aproveitar o dia.


Ruas nas margens do Rio Sena são fechadas aos domingos para prática de esportes e lazer

Passei boas horas apreciando o movimento da cidade, conversei com alguns moradores que passavam por lá, e posso garantir que me apaixonei pelo rio.

O local mais movimentado fica na margem próxima à Catedral Notre Dame, na Pont Notre-Dame.

Anoitecer no Rio Sena.


Endereço: Pont Notre-Dame, Quai de Gesvres – Estação de metrô: Cité


3. Jardin des Plantes

Bosques no Jardin des Plantes

O Jardin des Plantes é o Jardim Botânico de Paris, e possui um vasto terreno cheio de espécies arbóreas e plantas, com um cuidado incrível e super fotogênico (como tudo na Europa, né?)

Há diversos ambientes diferentes: estufas, labirintos, galerias, bibliotecas, herbários, centro de pesquisas. Mas, a parte mais bonita – e gratuita! – do jardim botânico, é o Roseraie! Um rosário bem cuidado, e muito bonito, com espécies de rosas grandes!

Rosário no Jardin des Plantes

Legenda: Rosário no Jardin des Plantes

Endereço: 57 Rue Cuvier, 75005 – Estação de metrô: Gare d'Austerlitz

4. Basílica de Sacré-Cœur
Basílica de Sacré-Cœur

O grande lance da Basílica de Sacré-Cœur é a vista de Paris.


É o ponto mais alto de Paris, e perdemos um bom tempo apreciando a paisagem. Como as construções não costumam ser muito altas, fica fácil identificar muitos monumentos de longe – menos a Torre Eiffel (qual a importância dela, afinal? rs)

Observatório (pago) na Basílica de Sacré-Cœur

Um filme muito óbvio que mostra bem a cidade de Paris, é "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", e esse "telescópio" é uma cena muito conhecida do filme. Me senti muito feliz de presenciar o cenário do filme!

Caminho alternativo para chegar à basílica, na Place Dalida

Uma dica bacana, é não chegar na Basílica pelo caminho óbvio.

Todo mundo desce na estação de metrô Anvers e chega no pé da Basílica, tendo que subir toda aquela escadaria. Apesar de ser o caminho mais conhecido, é também um caminho bastante ruim por ser turístico demais: muitas pessoas ficam abordando turistas para colocar pulserinhas em troca de donativos, e colocam sem perguntar, e há relatos de agressividade.

Para evitar esse tipo de coisa que estraga o humor, desci na estação de metrô Lamarck - Caulaincourt e fui apreciando o caminho mais calmo, com menos subidas e muito mais charmosa!

Saindo da estação Lamarck - Caulaincourt, saia em direção à Avenue Junot > Rue Girardon > Place Dalida > Rue L'Abreuvoir > Rue des Saules > Rue Cortot > Rue Mont du Cenis > Rue du Chevalier de la Barre, e você chegou na parte de trás da Basílica, além de aproveitar um caminho bem mais tranquilo!

Endereço: 35 Rue du Chevalier de la Barre, 75018 – Estação de metrô: Lamarck - Caulaincourt

5. Le Mur des Je T'aime
Inúmeros casais tiram fotos no muro dos "Eu Te Amo"

Próximo à Basílica de Sacré-Cœur, no bairro de Montmartre, há o muro dos "Eu Te Amo" escrito mais de 1.000 vezes e em 300 idiomas diferentes.

Os pedaços vermelhos espalhados pelo muro são partes de um coração partido – um dos lugares mais românticos da cidade do amor!

Endereço: Place Jehan Rictus, 75018 – Estação de metrô: Abbesses



Ivan Kohigashi
Paulistano, biólogo e viajante mão de vaca assumido. Blogueiro no Ifan Turistando.


Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.



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