19/03/2012

Jardim Botânico do Brooklyn, tornando a sua viagem a Nova York ainda mais colorida


Eu já disse algumas vezes que a primavera é a minha estação favorita para se passear por Nova York, a cidade fica toda florida, já não é tão frio e o sorriso retorna ao rosto dos nova-iorquinos.


Depois de alguns meses de inverno, vento gelado e neve, todos querem aproveitar qualquer calorzinho (entenda-se, 12 graus ou mais) para sair às ruas e caminhar pelos parques.


Se você for ficar poucos dias em Nova York, provavelmente deixará para explorar somente as atrações em Manhattan, no entanto, se já houver visto boa parte dos pontos turísticos, talvez sinta vontade de fugir do lugar-comum, do que todos os turistas do mundo inteiro fazem, e se aventurar em algum dos outros boroughs de Nova York.


Um bom lugar para começar é o Brooklyn, com um pequeno e bem conservado setor histórico, mas, na primavera, uma parada interessante é no Brooklyn Botanic Garden, principalmente nos meses de abril e maio, quando as cerejeiras estão em flor e é uma das imagens mais lindas que você poderá ter na vida (acho que mais lindo do que isto, somente no Japão mesmo!).


A entrada do Jardim Botânico do Brooklyn custa 10 dólares, com meia entrada para estudantes e idosos. No entanto, se você for mão de vaca e achar este valor caro demais, vá aos sábados, já que a entrada é gratuita das 10 da manhã até o meio dia.


No entanto, se você estiver em Nova York nos dias 28 e 29 de abril de 2012, vale conferir o Sakura Matsuri, o festival das cerejeiras, uma data com muita música oriental, dança, cosplay e o Jardim Botânico fica lindo e cheio de gente. Nestas datas porém, você terá de pagar os preços normais, sem entrada franca.


Mas se você preferir paz e sossego, nada melhor do que ir num dia sem festa, assim você poderá caminhar pelos jardins floridos, sentar-se na grama e, se estiver acompanhado, namorar um pouquinho (mas sem obcenidades, por favor, para não acabar parando em cana!)...


Para chegar ao Brooklyn Botanic Garden, você pode pegar os metrôs 2 e 3 (linhas vermelhas) desembarcando na estação Eastern Parkway/Brooklyn Museum, ou o 4 e 5 (linhas verdes) descendo em Franklin Avenue. Depois é só caminhar um pouco até a entrada do Jardim Botânico.


Este não é um dos passeios obrigatórios em Nova York, mas é uma boa alternativa para escapar dos arranha-céus e das ruas lotadas de Manhattan. Além disto, pertinho do Jardim Botânico, há o Brooklyn Museum of Art, um museu enorme e com acervo interessantíssimo.

Site oficial do Brooklyn Botanic Garden
http://www.bbg.org/ 

900 Washington Avenue, Brooklyn, NY
Aberto de terça a sexta das 8 da manhã às 6 da tarde, e nos sábados e domingos das 10 da manhã às 6 da tarde.
Entrada gratuita aos sábados das 10 da manhã até meio dia.


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16/03/2012

Dica do leitor - viajando com Ivo Amor Divino pela Europa, parte 2: Roma



Para conferir a primeira parte desta aventura, em Paris, clique aqui.



Ave César, mãos de vaca!


Bem-vindos à Roma. Já gostei de cara daquele casario antigo e um verdadeiro museu a céu aberto: a Babel do passado, presente e futuro. Sentir-me em casa com aquela desorganização total. Ônibus cheio gente de tudo que é tipo. O que você menos vê na parte central são os romanos, mas se preparem, que vocês vão encontrá-los.


A cidade tem metro e bonde, mas o que você vai usar mesmo são suas pernas e ônibus.
Compre o passe de ônibus para os dias que você for ficar na cidade, que dá o direito de entrar em dois museus. Sugestão: Coliseu e outro (excetuando no Vaticano, que é outro país).


Por falar em Vaticano, compre o ingresso pela internet, que dá direito de entrar sem pegar fila, senão vocês vão padecer naquela fila descomunal.


Ave César! Encontrei um centurião 171. Era um misto de garçom tirado a dono de restaurante, no circuito gastronômico entre Fontana de Trevi e Pantheon.
Ele com esse papo de: buona sera (boa tarde), signore.
Pensei: é muita cera para meu gosto, senti que o meu santo não bateu com o desse caboclo. Pagamos por uma coisa e ele nos enviou outra coisa que não estava no cardápio.
Aí o pau quase comeu, mas chuchuzinho não deixou. Fiquei mais bruto que morão do canto de cerca, mais valente que siri na lata.
Chuchuzinho falou pra mim:
- Ivooo, Ivooo, meeeenos.
Eu falei:
- Bem, você viu o que ele colocou na mesa? - Com esse papo de primeiro prati, segundo prati, terceiro prati. O rosbife era mais fino que uma folha de papel, o macarrone prefiro não falar, a salada era 3 talos de alface e a água que ele trouxe estava tão quente que parece que ele havia acabado de encher a botija na Fontana de Trevi. O meu argumento não serviu de nada, paguei a conta e me piquei mordido de raiva (mãos de vaca, fiquem espertos em roma!).


O bom é que a Margarethe e o Alceu só dão risadas, mas que eu fiquei retado, fiquei.


Ah, outra coisa: hotéis...
Prepara o seu espírito, faça logo um estágio no Pelô ou em Santo Antônio, em Salvador, que é a mesma coisa (casarões antigos), na faixa de 80 a 120 euros para quatro pessoas, com café da manhã e banheiro no quarto (coisa rara).
O melhor lugar é próximo a estação de trem Roma Termini, pois tudo termina ali mesmo ou se inicia: trem e ônibus para os aeroportos, estação de metrô e supermercado no subsolo, restaurantes, lojas e locadoras de veículos no térreo e no segundo piso. Ponto de partida de trem para toda a Europa, por isso é o melhor lugar para ficar.


- Hotel com café da manhã e banheiro para 4 pessoas - 100 euros (2 patas)
- Restaurantes no circuito gastronômico entre Fontana de Trevi e Pantheon (pega turista abestalhado) - por pessoa, 18 a 25 euros (zero pata)
- Restaurantes perto da estação Roma Termini (atendimento agradável e garçons simpáticos) - por pessoa, com taça de vinho da casa, de 8 a 18 euros (2 patas)
- Passe de ônibus para 5 dias - 25 euros
- Coliseu - (use o passe de ônibus) (4 patas)
Muito melhor ao vivo do que pelo video, realmente impressionante.
- Museu do Vaticano - ingresso pela internet (4 patas)
Se prepara para tomar muitos psius dos fiscais do museu, mas vale a pena a visita, principalmente na Capela Cistina.
- Basílica de São Pedro - (4 patas)
Sugestão da Basílica: se você sofre reumatismo, bico de papagaio, dor de coluna, dor de barriga, comeu, tomou água ou vinho demais! Enxaqueca, labirintite, sinusite, dor de cabeça crônica, renite, dor de tendão de aquiles, todos os itis, desistis de subir as escadas da cúpula da Basílica de São Pedro; aquilo é mais difícil do que pagar promessa no dia da festa do Senhor do Bonfim. Além de você pagar 7 euros pra subir aquela escadaria toda, não dá pra ver nada.
Mas deve visitar o subsolo, onde estão sepultados os papas, e o interior da Basílica.


Ah, outra coisa que eu achei engraçado foi a guarda do Vaticano, que parecia um bate-bola ou pierrot. E eu pensei, “mas o carnaval já passou, eu tô vendo o povo com abadá diferente, fui lá identificar pra ver de que bloco eles faziam parte, foi aí que eu tomei conhecimento que eram da guarda do Vaticano e todos suíços, não me pergunte o porquê deles serem suíços, mas sei que eles são todos suíços”, mas que é uma roupinha engraçada, é.


Nos mais, é sebo nas canelas, garrafa de água mineral na mão, bonés para proteger do sol e se piquem pelas ruas e ruínas de Roma.

Adorei Roma! Vale a pena a visita e a viagem continua, no próxima parte: Florença e Veneza.


Ave César, mãos de vaca!


Obs: se você é mão de vaca de bolso gordo, a sugestão são os hotéis da Via Veneto, que custam de 300 a 500 euros a diária. Eu não passo nem perto, pois este orçamento não cabe no meu bolso, mas conheci pessoas na viagem que disseram que vale muito a pena, mesmo chegando ao hotel meia noite e saindo às 8 da manhã.


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