28 de junho de 2011

Couchsurfing, o (falso) milagre da hospitalidade

Armchair

Não é de hoje que conhecemos o Couchsurfing (em português, surfar no sofá), provavelmente a maior rede de hospitalidade do mundo contemporâneo.
Minha conta foi criada em 2007 e, desde então, pudemos participar de vários encontros, tanto em Nova York quanto em Buenos Aires, com viajantes dos quatro cantos do planeta: pessoas interessantes, com muito o que contar, e também pessoas estranhas, com estilos de vida mais alternativos do que imaginávamos existir.

Por isto, estávamos bastante empolgados quando decidimos, pela primeira vez, hospedarmo-nos na casa de desconhecidos durante nossa viagem pela Europa.

Para muitos, isto pode ser inconcebível: "como alguém tem coragem de dormir no sofá de alguém que nunca viu antes?"

Na verdade, já havíamos feito algo parecido antes, quando nos hospedamos na casa de um casal que não conhecíamos, em Foz do Iguaçu, mas que nos recebeu muitíssimo bem. E ainda não existia couchsurfing nesta época...

Da vez em que tentamos encontrar, pelo couchsurfing, um lugar para ficarmos em Montevideo, não havia dado muito certo, mas pensamos que podia ser uma certa desconfiança latino-americana, por isto estávamos confiantes que na Europa as coisas seriam diferentes, com um povo já habituado a esta prática.

Em tese, o Couchsurfing é a oportunidade para ficar na casa de locais e vivenciar uma experiência diferente das dos turistas, que se refugiam em hotéis e só conhecem as zonas turísticas das cidades.

Como funciona o Couchsurfing?

Basicamente, o Couchsurfing é uma rede social, não muito diferente do Facebook ou do Orkut. Você criar uma conta e preenche as informações do seu perfil. Há grupos de discussões e você adiciona seus amigos.
O destaque é para a solicitação dos sofás (couch request). Quando você está indo para algum país ou cidade, há um campo de busca, onde você seleciona o destino, quantas pessoas ficarão hospedadas, e aparece uma listagem com os anfitriões disponíveis para hospedá-lo; quanto maior a cidade, maior o número de anfitriões.
Aparentemente, tudo muito simples.
Depois, inicia a etapa de garimpar alguém que se enquadre no seu perfil, se é fumante ou não, se tem um sofá, cama ou quarto extra para recebê-lo, se tem interesses semelhantes aos seus, e se estará disponível no período de sua viagem.
É neste momento em que você solicita o sofá, apresentando-se, indicando as datas em que estará lá e aguarda a resposta do anfitrião.

Se receber um "sim", ótimo, você tem onde ficar; se receber um "não", é hora de procurar outra pessoa e reiniciar todo o processo.

Qual são os problemas do couchsurfing?

Os problemas começam logo que você resolve procurar um anfitrião.

1 - muitos pedem para você enviar uma mensagem personalizada na hora solicitar um sofá. Isto não é nenhum drama quando se envia solicitações para uma ou duas pessoas, mas se você tiver de solicitar sofás para umas 30, haja criatividade!

2 - o índice de respostas é baixo, menos de 50% das pessoas respondem às solicitações, seja para aceitá-lo ou não na casa delas. E a maioria esmagadora dirá "não", com uma lista imensas de justificativas: estarão viajando, já estão recebendo alguém, um parente estará lá, acabaram de ter um bebê, estão tentando ter um bebê, estão se mudando, etc., etc., etc... E estas justificativas não tem muita cara de ser personalizadas.
Você levará mais portadas nas fuças do que esperaria para um site de hospitalidade, o raro é encontrar as portas abertas.

3 - muitos anfitriões pedem que as solicitações de sofá sejam feitas, no máximo, com 2 semanas de antecedência. Quer dizer, se você não conseguir um anfitrião, terá poucos dias para correr atrás de um hotel, que provavelmente já terá preços mais caros em períodos de alta temporada.

4 - anfitriões homens podem pôr observações nos perfis deles que só aceitam mulheres, em alguns casos, dizem que podem até compartilhar a cama deles. Eu não chamaria trocar hospedagem por sexo de hospitalidade.

5 - outros anfitriões só recebem norte-americanos ou europeus. A vida dos latino-americanos, africanos e povos do Oriente Médio não é nada fácil, até mesmo para um site com a proposta tão altruísta quanto este.

6 - a comunicação não é muito fácil através do couchsurfing. Às vezes, você acaba perdendo um anfitrião pelo simples fato que a interface do site não colabora.

Para a nossa viagem, havíamos solicitado anfitriões na Espanha, na Itália e na França, contatamos no total umas 50 pessoas e apenas uma, que morava a vários quilômetros de Milão, aceitou nos hospedar. Isto porque entramos em contato apenas com membros cujo status indicava "definitivamente" (definitely) quando se tratava da disponibilidade para hospedar alguém.

Infelizmente, acabamos cortando Milão do nosso roteiro, então, todas as nossas hospedagens foram em hotéis mesmo.

Quais são as vantagens do Couchsurfing?

Como eu disse anteriormente, se você for norte-americano ou europeu, provavelmente tudo deve ser bem mais fácil na hora de conseguir um anfitrião, mas, se você não foi agraciado em seu local de nascimento, o Couchsurfing também pode ter alguma serventia.

1 - conhecer pessoas de várias partes do mundo. Através do couchsurfing, é possível organizar encontros com viajantes que estejam em sua cidade, ou com moradores da cidade para a qual você está viajando. Mesmo que você não consiga economizar em hospedagem, mesmo assim é possível conhecer os locais e descobrir o que eles fazem para se divertir.

2 - receber alguém em sua casa. É dando que se recebe? Às vezes, você tem de dar antes de receber. Quem sabe você não recebe alguém em sua casa que não possa lhe retribuir o favor um dia? Mas também não conte muito com isto.
Nunca hospedamos ninguém porque, em 25 metros quadrados, se entrar mais alguém aqui, nós é que teremos de ir para um hotel.

3 - também é uma ótima maneira para pôr em dia um idioma estrangeiro. Não é todos os dias que podemos conversar naquela língua esdrúxula que insistimos em aprender. Inglês é a língua franca, mas se você quiser praticar italiano, espanhol, francês, ou até russo, sérvio ou mandarim, é só ver quem está por perto e dar um "oi".

4 - esta é uma ótima fonte de informações para quem estiver viajando. Nos tópicos dos grupos, discute-se restaurantes, lojas, bares, casas noturnas e atrações turísticas. É mais uma fonte para quem está pesquisando o que fazer no seu destino.

Conclusão

Talvez, no começo, o Couchsurfing tenha conseguido cumprir melhor sua tarefa de ser uma rede de hospitalidade global.
No entanto, na medida em que cresceu e que mais pessoas se afiliaram com o único intuito de explorar as outras, acredito que a tendência foi a de se tornar uma panelinha, onde os membros só hospedam outros membros que já conhecem.
Provavelmente, deve ser muito mais fácil conseguir hospedagem em cidades que não sejam tão turísticas, ou com povos mais receptivos. Quem mora em cidades como Paris ou Nova York não deve aguentar mais pedidos de gente querendo um sofá, ou seja, acaba ficando muito difícil conseguir um lugar para ficar de graça.

Você pode até dar sorte, realmente encontrar um anfitrião e não ter de desembolsar um centavo sequer de hospedagem. Mas a minha recomendação é que você inclua no seu orçamento o valor relativo a hotéis ou albergues, para não ser pego de surpresa e acabar ficando na rua.
Pois, mesmo que você consiga um anfitrião no couchsurfing, não existe garantia que ele o estará esperando no lugar combinado, ou que você aguente ficar na casa dele. As pessoas são imprevisíveis, lembre-se disto, e nada pior do que ter uma surpresa desagradável.

Mesmo assim, nada o impede de combinar com outros membros do couchsurfing e fazerem algo juntos, um passeio ou tomar um café. É sempre legal ter a companhia de outros viajantes e trocar algumas ideias.

E se você já teve uma boa experiência com um anfitrião no couchsurfing, compartilhe conosco!

Site oficial do Couchsurfing
http://www.couchsurfing.org/


Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.


36 comentários via BLOGGER
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  1. Entrei no CouchSurfing há 1 mês, procurando um sofá em Moscou. Ainda não fui para lá, mas combinei com um anfitrião de passar 3 noites na casa dele, iremos eu e meu namorado. O restante do período estaremos em albergues.
    Estou um pouco ansiosa, mas otimista também!
    Se realmente ficarmos lá, eu volto aqui e conto como foi! =)

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  2. A princípio, nossa viagem estava programada para Moscou também e chegamos a procurar anfitriões por lá. Os russos parecem ser mais receptivo do que na Europa Ocidental, mas também não é um destino turístico tão saturado como outras capitais européias.

    Vamos aguardar o seu feedback. Espero que tenha uma boa viagem.

    Abraços.

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  3. É por isso que o site airbnb.com é um sucesso!

    Ele resolve vários dos problemas que você falou e possui uma interface bem melhor e mais eficiente que o couchsurfing.com . E acho que, em algum tempo, deverá ter mais locais cadastrados.
    Claro que lá você paga pelo local e uma taxa para o site, mas ainda assim economiza bastante se comparado a um hotel.

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    1. Vi agora esse site, Hugo. Muito bom. Valeu pela dica

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  4. Isso tem uma explicação: Você já viu a fama que o posso latino (principalmente os Brasileiros) tem lá fora? Não é nada boa. O Brasileiro tem fama de ladrão. O tal do "achado não é roubado" é levado ao extremo por aqui. Nôs foi ensinada a cultura de não respeitar a propriedade e a vida alheia. Seja no Transito, seja em uma fila de Banco. Esse é o Brasil que estamos deixando para nossos filhos.

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  5. Isto faz sentido, Dico, o preconceito é muito forte contra brasileiros em alguns países do mundo e talvez isto justifique esta dificuldade para encontrar anfitriões.

    Mas, mesmo assim, nós contatamos várias pessoas que possuíam "português" entre os idiomas que falavam, que já haviam visitado, ou desejavam visitar o Brasil, e nem elas nos deram respostas.
    Supostamente, estes membros deveriam ser um pouco mais abertos para receber brasileiros, ou não?

    Abraços.

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  6. Que engraçado... eu já morei nos EUA, mochilei na Europa e conheço uma boa parte da América do Sul, e a fama de brasileiros é outra: no geral, somos muito queridos. Já vi muita gente preterir a um gringo por um brasileiro, mesmo que seja na vibe do "samba e futebol", e convenhamos: brasileiro é diferente com argentino, ou com africanos (até porque "africano", no Brasil, é extremamente generalizante, como se um continente fosse um país).

    Eu sou mesmo do CS há 6 anos quase, e nunca tive problemas em encontrar hosts ou receber guests. Ficou grande, talvez demais? Sim, concordo. Mas tem muita, MUITA gente bacana e disposta a te receber. Eu mesmo faço questão de ser o primeiro guest ou host de muita gente, pra mostrar como o site pode ser legal - e acredito que faço isso bem.

    Henry, você fala de mandar msgs personalizadas. Já te passou pela cabeça que uma mensagem padrão com algum toque que indica que você leu um perfil é uma boa? Não é 8, nem 80, como você parece querer colocar a coisa. E você tem noção de quantos requests algumas pessoas recebem por dia? Tive minha fase de 10 por dia, e isso nem é tanto assim. Eu mesmo acabei de declinar um casal de russos que claramente não leu meu perfil, a ponto de nem usar meu nome na msg.

    Há panelinhas, claro. E há também, meninas que viajam sozinhas, que vão procurar as tais pessoas que já têm uma vasta experiência por um detalhe: segurança. Ou você, menina sozinha, vai pra uma república onde moram 5 caras e sem referências?

    Tem muita maçã podre no site, concordo. Mas também tem muita, muita gente legal, e existe preconceito, mas nem de longe como vocês acham que tem. A dificuldade em encontrar anfitriões muitas vezes parte dos hóspedes, porque eu pergunto: vocês mesmo tentaram contatar novatos, até porque esses geralmente estão loucos pra receber alguém? Tem que saber escolher, e não dá pra ignorar o tamanho que o site tem hoje: com algo em torno de 2 milhões de membros, tem gente que recebe mais mensagem do que consegue controlar.

    Não sei o quanto vocês usaram ou tentaram usar o site, ou se pediram ajuda pra quem tem mais tempo de "estrada" - eu, como embaixador, faço questão até de sentar com gente nova pra ajudar a procurar hosts -, mas me parece que foi um tal de "Ah, eu tentei, não consegui, então não funciona, é porque não gostam da gente". Assim é fácil.

    Repito: brasileiros são muito bem quistos lá fora, e nunca vi gringo pra ser noiado com possibilidade de ser roubado como nós somos. Esse papo de que vai ser roubado começa aqui no Brasil, antes de qualquer lugar.

    Abraço!

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    1. Oi Paulo, você está certo!!!
      recebo muuuuuuuita gente na minha humilde residencia.
      tenho mais de 70 ref.. quase 5 mil visualizações do perfil. em pouco mais de um ano lá.
      Conheço, inclusive, algumas maçãs podres do CS brasileiro, por ex. E outra, brasileiro é muuuito querido lá fora sim. Os europeus reclamam muito dos latinos, com exceção do brasil. Chamam-os de ladrão e tudo o mais. Tenho muito amigos europeus que falam o mesmo. Sei, clar que não devemos generalizar, estou apenas expondo o que de fato, eu sei.
      Eu, particularmente, adooooro o CS.

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    2. Eu achei interessante o artigo. Mas estranhei que o cara critica o serviço mas ele mesmo nunca recebeu ninguém. Ai não da né owww. rsssrs... abs a todos!

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    3. Quando escrevi este artigo, eu morava em Buenos Aires num apartamento de 26m2, ou seja, se fosse receber alguém, o guest teria de dormir na minha cama, comigo, com minha esposa e com minha cachorrinha.
      Agora, recebemos uma americana em nosso apartamento na Itália, e foi a primeira e última vez que faremos isto. Era uma pessoa completamente sem noção, desagradável, uma freeloader sem tirar nem pôr.

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    4. Mas, Henry, você não podedeixar de receber só porque teve uma má experiência.
      Eu estive em Istambul (não foi pelo couchsurfing - fiquei hospedada através da Escola onde fiz aula de turco. Mas a minha host já hospedou pelo c.s.). Mesmo sendo pela escola, percebi que minha host inicialmente ficou com medo de me dar a chave do apartamento antes de me conhecer melhor. Mas o fez no dia seguinte. É interessante receber, mas, claro, se a pessoa é novata no c.s. dá um certo receio. Todo início é difícil.
      Mas você, é claro, relatou o comportamento da americana para o c.s., não é? Isso é importante.

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  7. Oi, Paulo.

    Antes de tudo, obrigado por seu comentário.

    Bem, então vamos explicar o nosso processo de busca pelos hosts na Europa.

    1 - procuramos hosts que tinham um alto índice de respostas no perfil deles (somente de 100%), e descobrimos que este índice não é dos mais seguros do mundo, pois eles não nos responderam (nem positiva, nem negativamente) e continuam com 100% de índice de respostas no status;

    2 - também procuramos hosts novatos, que deixavam explícito no perfil deles que estavam loucos para receber alguém em casa, e não recebemos resposta, ou fomos recusados;

    3 - Fizemos estas pequenas personalizações nas soliticações, como você sugere. Procuramos apenas pessoas com as quais nos identificávamos, que tinham algum tipo de interesse semelhante ao nosso, e apontávamos esta semelhança. Elogiávamos alguma foto ou parte da descrição deles. Mesmo assim, não adiantou.
    Inclusive, nós nos identificamos como escritores de viagens e anunciamos que escreveríamos posteriormente um artigo sobre as nossas experiências no Couchsurfing...
    E foi exatamente o que fizemos, escrevemos sobre a nossa experiência com o site, como está descrita acima.

    Como dissemos no artigo, participamos de encontros do Couchsurfing desde 2007 e sabemos que tem muita gente boa que participa do site, mas a maioria das que conhecemos não pode hospedar ninguém, seja porque tem um apartamento minúsculo, seja porque mora com colegas de quarto, ou porque nunca precisamos de couch nas cidades delas, ou por qualquer outra razão que seja.

    Mas é como eu recomendo, se você conseguir alguém para hospedá-lo, ótimo, mas sempre inclua em seu orçamento o custo de hospedagem para não ser pego de surpresa.

    Já sobre o preconceito, acredito que isto tenha muito a ver com a quantidade de brasileiros que exista em determinadas regiões. Ninguém tem preconceito contra brasileiros em NY ou em Moscou, porque o número de imigrantes é pequeno em relação aos outros imigrantes, mas a situação é bastante diferente em Portugal, por exemplo.
    Aliás, existe o preconceito positivo também, quando as pessoas associam o brasileiro com carnaval, samba, caipirinha e futebol. E como eu não gosto de nenhuma destas coisas, fico com cara de tacho quando começam a gritar: "Brasil! Samba! Caipirinha!".

    Mas, de algum modo, como você mencionou, o couchsurfing parece estar entrando num círculo vicioso, você consegue couch porque tem reviews positivos, mas para ter reviews positivos você precisa já ter reviews positivos. É como pedir experiência na hora de contratar alguém recém-saído da faculdade.

    Mesmo assim, obrigado por compartilhar da sua experiência.

    Abraços.

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  8. Aqui é um exemplo de como o pessoal do couchsurfing pode ser extremamente "hospitaleiro"

    http://www.couchsurfing.org/group_read.html?gid=1514&post=9435818

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  9. Quando eu estava indo pra Argentina , um dos meus host disse que era pra eu sair do couch e ir pro "hospitality Club", pq o couch estava com má fama e os dois hosts que eu consegui foram super simpaticos e hospitaleiros. Depois precisei ir pra uma cidade do interior devido aos jogos da universidade e novamente consegui resposta imediata no hospitality... eu ainda acho ele melhor..
    O unico contato que tive com um guest do Couch, foi de um peruano que queria fazer ouro tipo de troca e não estava em nada interessado em uma guia pela cidade..

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  10. Pelo menos 3 em cada cidade aceitaram, e muitos se ofereceram para nos mostrar a cidade. Tive experiencias otimas, fz grandes amigos e hoje mesmo tendo dinheiro prefiro fazer cs, ate no brasil. Obvio, nao va esperando que qualquer um vai aceitar alguem sem referencias, eu mesma nao iria. Mas sempre se encontra alguem mais corajoso e de bom coracao! Se a pessoa ja tem algumas referencias, eu recebo numa boa! Tambem nao espere ficar no centro da cidade, é bem mais facil achar um lugar numa cidadezinha vizinha, mas super vale a pena! Recomendo para todos, sou nova no couchsurfing, mas apaixonada! Se quiserem entrar em contato para duvidas, meu nome no cs é bela bottura. E se alguem for pra sorocaba, só falar!

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  11. Concordo totalmente com o Paulo Tiago.

    Estou no couchsurfing há poucos meses, mas já recebi mais de 10 pessoas de variadas nacionalidades. Agora se a pessoa não tem referência e não se preocupa em justificar o porquê, manda mensagem não personalizada e sequer tenta ler o seu perfil, eu não aceito.

    A idéia do couchsurfing é trocar experiências e não viajar barato. É claro que é ótimo que você economize, mas minha casa não é albergue grátis pra receber alguém que nem se preocupou de ler meu perfil.

    Darei um exemplo. Recebi uma msg super fofa de um mineiro para passar o Reveillon aqui (moro no Rio) e uma msg de uma menina tb de Minas que dizia o seguinte:

    "E aí, eu e uma amiga estamos querendo passar o Reveillon no Rio, posso ficar na sua casa?"

    Ela não tinha referência nenhuma. Ele tinha algumas (todas positivas). Quem vcs acham que vai passar o Reveillon comigo?

    Só para deixar bem explicado, esse é apenas um exemplo, no caso com dois brasileiros. Já recebi msgs esdrúxulas e legais de diversas nacionalidades.

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  12. Entendo que as referências sejam uma segurança para quem recebe alguém em casa, Ivana, por outro lado, como é que um membro novo do couchsurfing vai receber referências de alguém se as pessoas só aceitam surfers com referência?

    É um círculo vicioso que só favorece alguns, ou apenas aqueles que podem hospedar alguém antes de casa antes de poder solicitar o sofá em outro lugar e assim receber as tais referências.

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    1. Uma dica de receber referências é participar dos meetings que ocorrem nas cidades. Sempre são programados e anunciados nos posts do grupo no site. Eu surfo desde 2009 e também abro meu sofá. A experiência sempre foi muito boa. Já recebi os gringos e os brasucas. Já fiz pedido de couch e já fui aceita.

      Dediquei MUITA energia em ficar na casa dos anfitriões, ou cuidando das crianças, ou fazendo um jantar, ou colaborando na hora de comprar a sobremesa, mas nada paga a experiência positiva e as melhores lembranças que pude trazer na minha mochila

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  13. Oi Henry,

    na verdade tem uma forma simpática de contornar a falta de referências que é explicar na mensagem o motivo dessa falta. Por exemplo não posso hospedar porque moro com outras pessoas, não tenho espaço, etc... Nesses casos acho também que se deve optar por café, assim mesmo sem receber em sua casa você pode acumular referências. Participar dos encontros entre CS pode ser outra solução, porque você adicionará como amigos pessoas que tem muitas referências (o que você deve apontar na mensagem). Tudo isso é uma forma de dar mais credibilidade ao seu perfil e melhorar suas chances. Claro que essas coisas tendem a "fechar" um pouco a comunidade. Mas são muito válidas se você pensar que recebemos pessoas estranhas em casa. Eu sou extremamente seletiva e talvez por isso não tive, até agora, experiências ruins. Mas meu critério é bem simples, não me importa nacionalidade nem idade. Me importo com a mensagem, o perfil e as referências.

    Mesmo com pouco tempo no CS, volto a afirmar: a experiência tem que ser confortável para os dois lados.

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  14. Sou Couchsurfer desde 2005, já hospedei mais de 100 pessoas em minha casa, morei 3 anos fora do Brasil, e sempre tive um couch à disposição. Viajei por vários países, via CS.

    Pra quem nunca hospedou alguém, não tem um perfil muito completo ou mesmo manda um couch request do tipo ctrl c + ctrl v, as chances de receber um "não" são enormes. Não faço a menor ideia de como foi teu couch request, não sei como é teu perfil, portanto estou generalizando.

    E mesmo com o "estereótipo" brasileiro, digo uma coisa, americanos são vistos lá fora como "freeloaders", conheço inúmeras pessoas que não hospedam os estadounidenses justamente por isso.

    Quem sabe numa próxima vez tenhas mais sorte, não desista. Eu fiz grandes amigos no CS, e adoro ter a casa cheia de gente de vários lugares, assim como gosto de viajar e conhecer os costumes alheios.

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  15. Henry,
    É difícil conseguir um couch se vc nao se preocupa em fazer um perfil interessante e bem completo, se nao escreve mensagens personalizadas mostrando interesse em comum e se nao tem referência. As pessoas sempre vao escolher os usuários mais seguros e atrativos. Outro grande limitador é qnd as pessoas percebem que vc quer apenas "salvar prata". Como foi dito antes, nao é um site de hospedagem gratis. É de hospitalidade, o que inclui troca de experiências. Mesmo qnd as pessoas se disponibilizam para passear contigo, ou dar recomendacoes de viagem ou só tomar um café, já é legal. O but é ter experiência real com alguém local.
    Eu tenho ótimas experiências com o CS e uma má tmb pq até pagando vc chega num hotel que nao gosta.
    Quando eu fui para Angola, logo depois do fim da guerra, o CS foi minha salvacao para conhecer gente e fazer amigos.
    Viajei TODA a América Latina com CS, moro na América do Norte e uso aqui para viagens dentro do continente. Já usei em outros países da África e da Europa. Eu nunca recebi ninguém porque estou quase sempre com a mochila nas costas ou morando com outras pessoas mas isso nunca foi um limitador porque dou dica de viagens qnd me pedem, escrevo roteiros p outros CSers, levo p passear na cidade e participo de encontros de culinária e de prática de línguas. O importante é oferecer tmb, nao querer só sugar.

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  16. Cara, não sei. Enfim, concordo com muitas coisas que você disse e discordo de outras. Mas, no geral, acho que a sua postagem é mesmo muito boa para brasileiros que estejam buscando o conceito de "couchsurfing" no Google.

    De qualquer modo, acho que a postagem reflete muito da visão dos brasileiros com relação ao couchsurfing (posto que os brasileitos tem imensa dificuldade de entender - e de oferecer - hospitalidade entre estranhos; e tem os seus motivos para isso, dado o país em que vivemos).

    O índice de respostas positivas é realmente muito menor que o de negativas. Mas isto é óbvio e esperado. É justamente por isso que o couchsurfing existe: para você massificar o seu pedido de hospedagem e, assim, maximizar as suas chances de encontrar um lugar. Ninguém espera enviar pedidos e ter 100% de aceitação. Se, de 10 pedidos, você conseguir respostas de 3, o resultado já é muito bom e é assim em todo o mundo.

    Sou latino-americano é nunca tive dificuldades em ser recebido na Europa. Acho que o problema somos mais "nós" do que "eles". São os brasileiros que preferem receber europeus e norte-americanos que outros latino-americanos e africanos. Se for um europeu homem, vemos várias aceitações de brasileiras. Se for uma europeia, várias aceitações de brasileiros. É uma característica de hipocrisia muito mais nossa do que "deles".

    No mais, acho o seu artigo uma boa síntese para o tema.

    Um abração.

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  17. Outra coisa: faço minhas as palavras da Jujuba.

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  18. Finalmente encontrei um site que mostra os prós e os contras de opções de viagem. Sempre quis ler as vantagens e desvantagens do couchhsurfing. A gente sempre vê na televisão ou lê em revistas especializadas sobre estes sites, mas apenas alguns minutos de reportagem ou algumas linhas de reportagem, geralmente falando bem. Ler que você enviou 50 pedidos e só recebeu somente 1 resposta é realmente desanimador. Parabéns pela franqueza. Muito bom.

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  19. Viajei um mes por europa e prataicamente so com couchsurfing. Encontrei pessoas incriveis, mas confesso que tambem tive experiencias um pouco desagraveis em alguns lugares.

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  20. Ja usei coach surfing em Dresden, Berlim, Franca e vo usar agora em Buenos Aires. Tirando Berlim , a experiencia que tive foi uma das melhores! Vale muita a pena!

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  21. Hospedei um alemão na minha casa q nunca mais eu quero saber de CS nem BW,arrogante, entrão, mal educado, ele só sabia falar mal do nosso país e da américa latina como um todo. Claramente seu único interesse era economizar, pois não fez a menor força para ser simpático ou ao menos agradável. Mexeu na minha geladeira sem a minha autorização e comeu tudo q via pela frente e ainda reclamou q havia pouca comida. Numa das conversas deu a entender q em Copacabana só tem puta e q brasileiras em geral são putas e chamou a todos nós de preguiçosos e citou como exemplo o fato dele oferecer aulas de alemão e ninguém querer. Ele ofereceu a meu marido e ainda teve a cara de pau de cobrar. Enfim, tem mais coisas, mas eu fico com raiva demais só de lembrar. Ahhhh! E ele nem tinha computador. Emprestei meu notebook e tomou conta. quando fui pegar de volta queria saber o porque e reclamou, fala sério. Bom, aí eu enquadrei ele e mandei ele ir embora, saiu bufando e nem se despediu de mim!

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  22. Eu hospedo viajantes o tempo todo através do Couchsurfing e nunca tive problemas.
    Criei uma lista de "normas para boa convivência" e vejo se a pessoa topa. Isso porque as diferenças de postura não têm relação apenas com educação, mas também com cultura local.
    Acho o projeto genial e fico feliz por poder oferecer um local seguro para os(as) viajantes.
    Em Outubro recebi 12 viajantes de todos os cantos, vejo como um privilégio.

    Boa sorte a todos(as) e boa viagem!

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  23. Acho que já seria de se esperar que brasileiros não fossem bem recebidos lá fora. O motivo é óbvio. É só falar com brasileiros que moram no exterior e perguntar como é a imagem do Brasil lá fora. Mas acho também que tem muitos fatores que influenciam em ser mais ou menos aceito. Homens certamente terão menos chance...e os homens construiram sua fama ao longo dos anos e agora não podem reclamar.
    Um homem será muito mais receptivo em receber uma mulher do que a outro homem, e nesse caso pode não ter nada a ver com "outro tipo de troca", mas sim com o fato dele se sentir muito mais seguro em receber uma mulher estranha em sua casa do que a um homem estranho. Por que será hein?
    Uma mulher que mora sozinha também se sentirá mais segura em receber outra mulher estranha do que a um homem estranho. Porque será, hein?
    Eu mesma, que tenho duas filhas adolescentes e moro só com elas, não colocaria um homem estranho dentro de minha casa, nem europeu nem seja lá o que for. Porque homem é igual em qualquer lugar do mundo. Se hospedar na casa de um homem estranho, então, só se fosse louca. É óbvio que existem homens legais, mas como você homem vai provar que é um, se há enorme quantidade de homens que não sabem se colocar no seu devido lugar? E alguns pagam pelo que os outros fazem por aí... É ruim, é triste, mas é a realidade. Infelizmente.

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  24. Comecei no CS a aproximadamente 2 meses e estou muito feliz!
    Já sou meio velhão (tiozinho)...mas na minha juventude e tb depois que me divorciei... morei em repúblicas. Sempre dividi minhas coisas e foi um bom aprendizado!
    Nestes dois meses acabei encontrando uma forma de poder atender os CSs do tipo "passant"que precisam de uma força para prosseguirem na "jouney" e tb de oferecer oferecer aulas de vela náutica, passeios de barco a motor, trilhas, mergulhos, etc. Deixando os dois ou três primeiros dias "free" e depois cobrado somente uma hospedagem, para cada dois CSs. Com o tempo, tenho a certeza que meus CSs preferirão pagar um pouco, e ter mais conforto num espaço privado, como eu ofereço no nosso chalé4, equipado com tudo de uma casa, quase na frente da praia, e com o tiozinho Denis de marinheiro e guia turístico! ;) ... ficou curioso... então veja www.ubatubacasa.com e venha velejar com a gente! BONS VENTOS!!!

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  25. pra mim o CS foi a melhor coisa do mundo.
    já viajei pela europa, já hospedei gente.
    eu recomendo pra todo mundo =)

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  26. Estou no CS desde 2012, fiquei em várias cidades da europa e nunca tive problema nenhum! Só que vc não pode esperar a velocidade de um atendente de hotel pra te responder e tem que tentar bastante em vários hosts, isso é normal. Eu acho que vale muito a pena.

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  27. Creio que a experiência CS é uma das mais significativas na relação hospitalidade solidária. Concordo com boa parte das críticas timbradas nesse artigo. A plataforma cresceu muito e a maioria das pessoas filiadas a ela não tem a devida responsabilidade. Não respondem pedidos, criam um perfil sempre timbrado com "Não aceitando hóspedes" etc. Fico me perguntando sobre qual a razão de se filiar a uma plataforma para receber pessoas ou por elas ser recebido se só deixa o perfil inutilizável. Colocá-lo em "Não aceitando" é para quando você estiver nas suas viagens ou estiver com problemas incontornáveis. Fora disso, o sentido de ter uma plataforma para receber pessoas é justamente receber pessoas, responder solicitações, expor suas condições e ser um anfitrião. Fora isso, muitos estão usando a plataforma para receber apenas "Mulheres", com o interesse evidente de um sexo casual ou sei lá o quê as pessoas pensam. Morei em Brasília por dois anos e por dois anos recebi várias pessoas em casa (brasileiros e estrangeiros). Sempre disponibilizei meu lar e o que nele havia: internet, som, banheiro etc. Fui anfitrião em todas as experiências e nunca confundi as coisas. No meu perfil, recebo homens e mulheres. Sei como é bom estar mochilando e não gastar com um hotel, ao invés disso usar uma plataforma e ser gentil com quem te recebe: lavar uma louça, ajudar no rango, etc. Creio que o CS é uma excelente plataforma e devemos continuar filiados a ela, porém, atitudes que não condizem com o que a plataforma pauta devem ser denunciadas.

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  28. Oi!
    O que eu acho e faria em relação aos problemas elencados:
    1- é verdade. Mas aí vc faz uma mensagem genérica legal e coloca alguma coisa que tenha visto no perfil e muda o nome da pessoa para quem escreve. Ainda toma mais tempo, mas ler o perfil é essencial na busca do couch.
    2- aqui só dá pra dizer sobre o tipo de "não" recebido se desse pra ver o seu perfil. Por exemplo, se vc tem ZERO referências e ainda manda uma mensagem genérica, ou pior, com nome de outra pessoa, tá mais que explicado receber uma resposta não razoável.
    3- com certeza há outros muitos que preferem ter tudo planejado. nesse caso que vc citou vc pode enviar uma mensagem perguntando se há problema em requisitar com antecedência.
    4- tb acho bizarro. Esses vc pula
    5- tb acho bizarro, mas aí vai de cada um. já vi perfil de um cara que só aceitava espanhol pq queria fazer essa troca e viajar para a Espanha, sem nenhuma relação de amizade (literalmente com essas palavras)
    6- como a notícia é velha, isso já mudou.

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  29. No Brasil as pessoas só aceitam hospedar europeus, americanos ou australianos. Nunca consegui couch no meu próprio país. lá fora sempre é facil pra mim por ter mais de 80 referências.

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