5 de janeiro de 2013

Dica do leitor - Nova York e Washington DC, por Eduardo Gavioli

Chrysler Building - New York
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

Por Eduardo Gavioli

Caros Henry e Denise,

Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente pela ajuda e por todas as barbadas que encontrei em Nova York. Se tem uma palavra que posso descrever é genial.

Gostaria de compartilhar com os leitores do blog Viagens para Mãos de Vaca algumas das coisas que pude experimentar nos dias em que estive em Nova York. Óbvio que não foi possível ir a 100% dos lugares indicados pelo guia, porém, posso atestar que fui a uns 80% e comprovo que tudo é realmente real, e vale muito a pena.
Como vocês mesmo sempre ressaltam, são experiências pessoais, portanto nem sempre a comida mais barata ou a loja de produto made in china agradará a todos.
Me preparei com tempo para a viagem assim como os meus dois amigos. Ainda que eu não tivesse o orçamento tão apertado, recorrer a maneiras econômicas e passeios gratuitos não matam ninguém. Dessa forma descobri no início do meu planejamento que mão de vaca não é o que não quer gastar, e sim o que quer fazer valer a pena o seu suor.

Ficamos hospedados no Hotel Pennsylvannia (www.hotelpenn.com), na rua 33 com a Sétima Avenida.
Pra não ficar um texto pesado, preferi escrever por tópicos, algo pontual, acredito que para os interessados facilita.



Planejamento:  
Estipule uma data futura, pesquise hotéis, albergues e passagens aéreas.

Pesquisei o voo pela decolar.com e, depois que achei um econômico pela Copa, fui no site da empresa e por lá comprei, ficando dessa forma isento de possíveis taxas.
Fiquei 15 dias e foi mais que suficiente para conhecer o lado turístico e alguns pontos onde só circulam moradores.
Será bom deixar algum ponto para trás pra ter a desculpa de voltar lá pra ver.

Quando você ver os preços altos e pensar em desistir, saiba que Nova York é o destino mais caro dos Estados Unidos e realmente o seu passeio sairá um pouco acima da média.
Coloque os pés no chão, respire fundo e tenha a certeza: vale muito a pena. O seu esforço será recompensado.

- Tenha um cofrinho: vá jogando nele as suas moedas, trocos de padaria e de pizza, e crie na sua família o entusiasmo e a vontade de ajudá-lo. (O cofrinho da casa dos meus pais no final de um ano deu 360 dólares).
Aprenda a fazer algumas renúncias de coisas banais do dia a dia como comer lanches e tal. No blog, o Henry cita 30 dicas para economizar e planejar, então fica a minha aqui. Lembre-se que o dinheiro para usufruir e pagar a sua viagem não virá do porquinho, porém, no final de alguns meses ele poderá ajudá-lo a pagar alguma despesa de última hora ou fazer um passeio inusitado que você não tinha planejado.

- Compre as passagens e hotel/hostel com antecedência: Acredito que é melhor pelo fato de poder viajar sem ter dívidas nas costas. E o fato de você ir pagando sem ter ido também vai aumentando cada vez mais a expectativa e ajuda no interesse para preparar bem a sua viagem, aprender sobre o metrô, bairros e destinos para aproveitar o passeio.

- Imprimir cupons de desconto: Nas minhas pesquisas, encontrei vários sites que disponibilizavam para impressão alguns descontos, seja em compras, espetáculos e alimentação.
Acho que é uma coisa bem pessoal e que cada um escolhe o que quer.
Encontrei um site (www.broadwaybox.com) que disponibiliza inúmeros cupons, de acordo com a cidade, seja Nova York, Las Vegas, Orlando, Londres, etc. Isto serve para passeios, musicais, shows, exposições e alguns lugares de alimentação. Cheguei a encontrar ingressos com 50% de desconto em shows, na Loja da M&Ms, etc. Lembre-se que é individual. Se for em grupo, cada um que tenha a sua cópia impressa.

- Aplicativos de metrô e controle de despesas: A tecnologia está a nosso favor. Portanto, se for levar smartphone, baixe alguns aplicativos de metrô de Nova York e de controle de despesas, que você coloca o total que tem e vai lançando por vez o que você vai comprando. Você vai saber quanto tem sem precisar olhar o bolso. É muito bom e recomendado. Valeu muito a pena.

- Curtir alguns sites sobre Nova York e aguardar atualizações: nas suas pesquisas, tudo o que você for achando bacana, salve como favorito no computador e curta no Facebook. Sempre você vai receber atualizações e notícias e vai se habituando com o lance.

Inglês e Espanhol:  
- Ter um nível basicão ou inglês de escola pública pode deixá-lo no aperto.
É bom também dar uma olhada nos guias de viagem, ver algumas aulinhas no youtube, aprender a pedir orientações, perguntar preços, e sobretudo, a descobrir que americano, assim como o britânico, diz “sorry” por tudo e reza para não relar em você. “Excuse me”, “sorry” e “thanks” serão de fato as palavras que você mais vai escutar.
Claro que é cultura e educação, e que na nossa deveria ser assim, mas achei até engraçado ver a frequência que isso acontecia. Vi até uma mulher no metrô bocejando sozinha, tampando a boca com a mão e dizendo sorry para as pessoas.
Realmente é engraçado, não que a educação seja rara aqui, mas a diferença é muito clara. Se alguém dos que forem com você falarem espanhol, já quebra um galhão, porque pelo menos os atendentes de restaurantes e lanchonetes, a grande maioria é hispânico e o entenderão e vão ajudá-lo.

Hospedagem:  
- Ficamos no Pennsylvania Hotel. É até uma chance de ter uma opinião, já que este hotel é tão escrachado pelos brasileiros e mal visto por tanta gente em sites de viagem.
Todos os que escrevem sem dúvida se decepcionaram com o que viram. Projetar uma viagem gera expectativa e as fotos do hotel são realmente bonitas no site e tal, porém, na real é um pouco mais velho e gasto do que as fotos.
É um hotel relativamente em conta, em vista de outros em Manhattan e atrai muito as pessoas.
Eu fui uma delas mas a nossa sorte é que um amigo nosso havia ficado lá uns meses antes e nos disse que valeria a pena, nem que fosse só pra chegar e capotar de sono. Ou seja, é um hotel para turistas que passam o dia na rua passeando e não concedem nenhum benefício ou luxo que outros hotéis poderiam oferecer.
Por exemplo, não há café da manhã (ou seja, não há refeitório e sim duas lanchonetes no saguão), não há serviço de quarto (no que diz respeito a alimentação, lanches, bebidas e tal), há limpeza diária e não é cobrada a parte (claro que você lerá sobre gorjetas, informe-se). Bom, são quartos antigos, com carpete e 3 abajurs, possuem tv, armário, mesa, não possuem cofre no quarto, tem aquecedor e o banheiro é mais arrumadinho. É razoável. Se quiser mais do que isso deverá estar disposto a pagar. Não tinha carregador de mala, três entradas pelo quarteirão, saguão lotado de brasileiros e nenhum controle quanto ao acesso aos elevadores, que eram um sonho: 12. Nunca esperávamos para subir nem pra descer. Parecia uma orquestra os toques dos elevadores. Ô coisa boa!
Porém, se tem algo que esse hotel pode ganhar o Oscar é a localização: na rua 33, em frente ao Madison Square e encima da Penn Station, tipo a nossa Estação da Sé.
Tanto da Penn Station como da rua 33/34 saem algumas linhas de metrô que o levam para qualquer lugar. Sem contar que há trens ê ônibus também. Ou seja, pela localização, perto da Times Square, alguns minutos andando, e tendo perto diversas opções de comidas e lojas bacanas como Macy's, Conway, K-Mart, etc...vale muito a pena.
Não hesite. Check-in em dois minutos, Check-out em 1. Fiquei pasmo. Rapidíssimo e a japa ainda falou: Obligado!

Traslado:  
- Também por indicação de amigo contratamos transporte JFK – Hotel/ Hotel – JFK. E com motorista brasileiro. Na minha opinião não compensou. Cada um de nós pagou U$ 50 na ida e mais U$ 50 na volta. Facadas com serrote.
Claro que por ser a primeira vez nos Estados Unidos, dá uma certa segurança, tipo, ele busca você com plaquinha, o cara lhe dá dicas, conhece bem a cidade, porém, depois você descobre que podia ter pagado menos e vem aquele baita remorso. No hotel tinha este serviço por U$ 23 dólares o trecho. Não farei isso novamente.

New York Subway
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

Metrô: É muito grande, diversas estações e essencial para quem vai passear. Quebra um galhão. É um pouco sujo, estrutura velha, porém, incrivelmente eficiente. Comprar o cartão Metrocard semanal por U$ 29 valeu muito a pena. Não encontrei a opção para 14 dias, portanto compramos uma vez e depois carregamos o mesmo cartão. Caso a viagem planejada seja de 8, 9, 10 dias, planeje fazer um primeiro dia a pé, para reconhecer território, compre, gaste por 7 dias e lembre-se que terá tipo, dois dias finais sem o metrô. Faça passeios a pé, já que não compensará mais comprar o semanal.

Musicais:  

Mamma Mia! - Brodway show New York
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

- Eu pessoalmente gosto e isso é de cada um. Tem gente que já se realiza com a Times Square, sem precisar ver nenhum show.
Planejei pra ir a vários, já que na minha opinião, arroz sem feijão não dá certo.
Fui a O Fantasma da Ópera, Spider Man, Mamma Mia! e Evita.
É um preço realmente nada bacana, tipo uns 100 dólares cada. Por mais que eu tenha visto muitas indicações e dicas sobre os TKTS, que vendem ingressos com desconto no dia do espetáculo, ainda assim quis imprimir cupons de desconto no Broadwaybox.com, como já falei acima.
E realmente valeu a pena.
Eu me explico.
Se tem algo que você com certeza não vai querer é pegar longas filas e isso eu vi todos os dias que passei pela Times Square. Eu até me aproximei e o fato de correr o risco de ficar na fila e sobrar aquele lugar na última fileira não me agradava. Consegui descontos bons com os cupons e dos 4 musicais, 3 vi na orquestra, ou seja, na caruda e perto do palco, pagando por volta de 80 dólares.
Acho que não saí no prejuízo mas vai de cada um.

Uma dica: o Rei Leão está muito caro e na hora desanimei. O mais em conta era de 149 dólares. Preferi não ver, gastar com outra coisa e assistir aqui em São Paulo em 2013. Acho indispensável O Fantasma da Ópera, porque é um clássico e o Spider Man, que realmente arrebenta. É diferente do musical convencional pelos efeitos, já que você vê o cara voar, lutar no ar, saltar, pular na plateia e sem contar que a trilha do musical é composta belo U2, ou seja, tem lá um fundinho de música pop conhecida... É uma novidade nos Estados Unidos, sessões sempre lotadas e não foi apresentado em nenhum lugar do mundo ainda, só em Nova York. Nem Las Vegas, nem em Londres, tem gente do mundo inteiro lá pra ver, inclusive as famílias barulhentas e engraçadas do Brasil.

Café da Manhã:  
- Existem muitas opções para comer pela manhã e acho que é bom se cuidar também pra não pensar: já que estou nos Estados Unidos, vou me atolar de bacon e ovo.
Cuidado.
Por mais que você queime muito nas caminhadas, não descuide. Existem opções baratas e saudáveis. Do que vi, além dos Donuts e alguns cafés que existem pra lá e pra cá, a dica do Gigi Café realmente vale a pena. Tinha um perto do Hotel e fui algumas vezes lá.  Tem até salada de fruta pronta, iogurte e tal. Sanduíche natural, etc... tem muitas opções. E você consegue comer bem por menos de dez dólares, verdade.
Uma opção que gostei e queria partilhar aqui é o Europa Café (www.europacafe.com). Tem algumas lojas em Manhattan e é muito parecido com o Gigi. Atendentes atenciosos e preço baixo. Compensa.

Tony's DiNapoli - New York

- Comida: Não vá pensando que só existe pizza e hambúrguer. Existe muito mais do que isso, porém, é bom sempre dar uma olhada no preço e na higiene.
Prefira os estabelecimentos com a letra “A”, da vigilância sanitária. Esta placa fica exposta na entrada. Se tem uma coisa que vi e gostei muito é que tem vários locais que são meio como o “Spoleto”, você escolhe o macarrão, molho, acompanhamentos, tudo por U$ 7, U$ 7.50, ou 8 dólares. E você enche, de boa.
Beba bastante água pra saciar o buchinho e bora passear. Alguns lugares se encontra arroz, peito de frango, é questão de olhar, entrar e se não gostar voltar pra trás e pesquisar. Gostei de uma lanchonete na Times Square chamada The Counter (www.thecounterburger.com/nyc-timessquare), onde você monta o seu próprio lanche, tamanho do hambúrguer, pão, molhos, acompanhamentos e tal. É muito bacana e não é abarrotado de gente.
O Dallas BBQ valeu a pena, mas não achei tão grande quanto imaginava. Eu até comeria um sozinho. Mas não deixe de ir. O Tony's e o Carmine sempre são cheios e com boa aparência. É melhor chegar mais cedo do que o costume para ir nestes lugares.

Compras:  

KMart Penn Station - New York
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

- Viajar para os EUA é sinônimo de compras e tal. Claro que é bom ter uma roupa de marca, sobretudo para sair, ou ir trabalhar, um perfume chic, um relógio da Tommy, sei lá qual será a sua exigência.
Se você quer roupas e não faz questão de marcas, sem dúvida alguma talvez dica de ouro é a Conway e a  K-Mart. É de ficar assustado com o preço.
Como fui no final do outono, início do inverno, é predominante achar blusas, jaquetas, sobretudo e tal. Não se importe com a procedência, 99% é china, mas é coisa boa, grossa e com cara de chic, isso mesmo. Blusas meia estação, 4 dólares. Camisas com gravatas, 5 dólares. Jaquetas pra morar no iglu, 25,30 dólares.
É de sair realmente com as sacolas na mão. É bom não ir de cara nesta loja senão você pode gastar mais do que espera e não sobrar pra compras as coisas de marca que você verá na Century 21, parada obrigatória pra comprar coisas com etiqueta de marca.

Se eu voltei com uma certeza é essa: Dá pra ir pra Nova York sem nenhuma roupa nas malas, ou melhor, não levar malas.
Se você tem filhos pequenos, crianças ou adolescentes, saiba que será a chance de renovar o guarda-roupa nesta loja com uns 200 dólares. Sem zueira. Mas como falei antes, passe por outras lojas indicadas pelo guia Nova York para Mãos de Vaca antes de entrar na fila pra pagar. Uma outra loja que eu achei muito boa também é a K-Mart, que tinha dentro da Penn Station. Ela tem a mesma cara das Lojas Americanas aqui, mas é absurdamente cheia de barganhas e coisas bacanas. Tinha calças jeans wrangler por 15 dólares. Cara, é encher a cesta! Sem contar nos biscoitos gostosos e chics por 2 dólares e tal. Vale a pena.
E viaje sabendo como se fala “provador” em inglês: fitting room. Eu precisei e na hora gelei.

Roupas de marca:  

Burlington Coat Factory - New York
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

- Todos queremos alguma roupa de marca quando viajamos para Nova York.
Se tem uma loja que é parada obrigatória é a Century 21. Se você fizer compra tipo acima de 100 dólares, ganha um cartão fidelidade.
Carregue-o sempre na sua bolsa, porque você não sabe quando vai voltar. Se voltar, apresente no caixa e vai ganhar mais descontos ainda.
Na minha segunda compra, de U$ 191 foi para 169 dólares.
Nada Mal.

Acho que a Macy's é a mais completa, mas não é nada barata, como diz o Henry.
Apesar de que, se você pesquisar no mezanino, vá até o Visitor Center, num corredor, se tiver dúvida pergunte e peça o seu cartão de desconto.
Os estrangeiros recebem 10% de desconto, ao mostrar o passaporte. Cuidado que isso não vale para alguns dos itens como perfume e relógios. Roupas sim. E lojas que estão dentro da Macys, como a Louis Vuitton, não entram neste esquema.
Uma loja que fiquei de cara foi a Burlington, na Union Square. Como o guia fala, vale pela vista, é bem bacana, paredes de vidro e com vista para Manhattan. Mas quando vimos os relógios, preços das roupas, já era. Cada um de nós já tinha sacolas na mão. Conjuntos de moleton da Adidas, New Balace por 13 dólares, imbecil é quem não leva. Calças Lee por 20 dólares, Polo por 29, camisas Tommy por 21 etc... confira.

Fomos na Modell's, porém do Brooklyn. Tênis por 29 dólares, (Nike, quero dizer), camisas de marca e times de basquete por uma merreca. Foot Locker é legal, tem muito tênis, mas não compre nenhum. O que eu realmente fiquei de cara foi a loja da Aeropostale (www.aeropostale.com) na Times Square. Tinha camiseta de marca por 5 dólares, sem taxa. Blusas bonitas e boas por U$ 18, parecia o Armarinho Fernandes da 25 de março. Loucura total.

Roosevelt Island:  
- Ilhota ao lado de Manhattan e que vale a pena a visita, inclusive o seu parque que é novo e na ponta da ilha. Se chega com um bondinho que sai acho que da rua 60, ou 61, dá uma pesquisada e não paga quem tem Metrocard. Passa o cartão e cancela fica livre pra você. Vale a pena porque é uma boa vista de Manhattan, inclusive se for no final do dia, ao escurecer.

Ônibus vermelho/Gray Line:
- Dependendo do número de dias, realmente não compensa. Tipo, esta página eu não li no guia e me ferrei.
Depois de muitos dias em Nova York e ter rodado muito, quis fazer esse passeio de 56 dólares e vi tudo o que já tinha visto. Não valeu a pena o dinheiro gasto.
O único lucro foi ir até o Harlem, mas valeu um relógio o passeio de grego.

Blizzard in New York
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

Roupas de frio e botas: 
- Li muitas coisas a respeito de roupas térmicas e tal, e por pouco não compre aqui no Brasil antes de viajar.
O sapato ideal para frio comprei aqui: mais de 300, caríssimo, mas de boa.
A minha experiência foi que não comprei nada térmico lá, usava sempre roupas em camadas, e um moleton ou pijama por baixo da calça jeans. Não morri e não senti frio não.
Sobre o sapato, isso eu acho indispensável, mas vale a pena comprar lá mesmo, já que você vai encontrar das melhores marcas por preço de banana.

Internet Wi-Fi:  
- Verifique se o local da hospedagem possui ou se é um serviço pago à parte.
No hotel Pennsylvania os quartos tem e à toda veleciodade, de graça.
É uma mão na roda para ver e-mails e falar com a família, sem pensar em ligar. Acho que pensar em ligações hoje em dia para o exterior, a internet nos ajuda bem. Pesquisar destinos, horários etc...
Muitos restaurantes possuem e os Starbucks também.
Agora um toque: não pense que só porque você entrou dentro do McDonald's, vai funcionar de cara o seu smartphone. Vai receber o sinal, você precisa entrar na internet, e vai se deparar com o portal da loja ou do restaurante. Vai ser necessário “ticar” no tópico que você concorda com o regulamento e tal, que nunca ninguém lê e dar Ok.
A partir de agora você conseguirá acessar suas contas e sites.

Culto evangélico:  
- É bom pesquisar antes uma igreja que seja do teu agrado e visite.
Durante as minhas pesquisas encontrei gente indicando, inclusive brasileiros, a Brooklyn Tabernacle.
É um igreja que sem dúvida alguma, era maior e mais bonita do que qualquer teatro que fui na Broadway, de arrebentar.
Acho que lá que O Fantasma da Ópera viveu porque era demais. Então, visite o site da igreja escolhida, descubra horários, faça a rota e visite. Chegue mais cedo. Fizemos isso antes e descobrimos que durante o período de natal eles oferecem de graça um teatro com musicais gospel em alguns dias determinados. Marcamos no roteiro, chegamos bem mais cedo e lotou. Foi bacana, cantam muito, divertido e com muito turista.
É um passeio legal mas não se esqueça: leve um trocado, por que eles passam a cestinha. E lá passaram duas vezes.

Lojas somente para visitas:  
- Existem lugares obrigatórios para ir em Nova York e outros que valem somente uma visita rápida, sem ser necessário comprar.
Acho que o exemplo delas são a loja da M&Ms, Toys'R'Us, Apple e da Lego. Todas são lojas de cair o queixo, de bacana e bonitas, inovadoras. Cuidado que sempre você vai se lembrar de alguém e vai bater a tentação de gastar, mas passeie e não pare. Caso contrário, um Ipad ou Iphone novo poderá privá-lo de desfrutar e gastar com outras coisas legais no teu passeio.

Eletrônicos:   
- As dicas do Nova York para Mãos de Vaca são sensacionais, porém, achei que a loja B&H, dos judeus, de foto e vídeo, são um passeio a parte. A loja é muito cheia e ver o ritmo frenético com que as pessoas compram e recebem suas compras é algo muito peculiar. Ver os trilhos sobre o teto com as caixas verdes rolando pra lá e pra cá é mto legal.
Lá você pode escolher um produto e em 5 minutos estar na rua com ele. Escolhe, paga e pega muito rápido. Dá um pulo pra ver. E pergunte a algum dos vendedores se podem atendê-lo em português.
Tem brasileiros que trabalham lá e podem auxiliar numa compra mais detalhada.

Capitólio - Washington DC
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

Washington DC bate e volta: ônibus e museus. 
- Fiquei apreensivo sobre este passeio, mas por fim deu tudo certo. Cabe lembrar que é uma viagem de 3:30 de trem ou de 4:30 de ônibus. Ou seja, pra um dia só voltamos o bagaço, mas vale a pena.

TRANSPORTE: Pelo preço preferimos ir de ônibus e entre as opções que existem na internet e que muitos falam, inclusive o Blog, optamos pelo Megabus. Veja bem: o trecho de trem só de ida pra Washington estava custando pela Amtrak 82 dólares. Só a ida.
E o ônibus conseguimos pagar 35 dólares (ida + volta). É meio inacreditável, mas é assim. E digo mais, se você estiver pensando em fazer o mesmo passeio, com alguns meses de antecedência, compre, pois poderá pagar somente 1 dólar o trecho, + 0,50 de taxa de reserva.
É uma barbada e tanto.
Comprei ainda no Brasil, levei o voucher e no dia anterior ao passeio fui confirmar se eles tem ponto de partida naquela rua mesmo que eles indicam. Deu tudo muito certo, o motorista chegou mais cedo que o previsto, fez uma parada somente e rápida, e tudo de bom. Wifi livre, tomadas pra carregar o celular.

Agora atenção: é bom ir muito cedo e voltar a noite. Saímos de NY as 6:30 da manhã, pelas 11 estávamos lá. E retornamos moídos às 19:30.

PASSEIOS: Existem muitas opções para ver em Washington e um dia só será pouco, mas o mais importante você poderá ver, sem dúvida.
Prefira pelo passeio a pé, por isso, veja bem a previsão do tempo. Baixe ou peça um mapa assim que chegar na estação Union Station.
Existem locais bacanas que servem só pra uma foto, caso da Casa Branca, e outros em que se tem que entrar, como o Museu Aeroespacial.
Detalhe: muitas coisas em Washington são de graça, portanto, mão de vaca lá se encontra aos baldes. Trace uma rota num mapa.
Fomos no Capitólio, Museu Aeroespacial (bacana e rende muitas fotos legais – lá tem um super McDonalds dentro, rápido e prático, com ilhas pra abastecimento de refri.... opte por comer ali), depois o National Gallery of Art, que tem muuuitas obras famosas de arte e pintores renomados, assim como nos museus de Nova York, passamos na frente do jardim das esculturas, entramos no Museu de História Natural, mas não rodamos tanto por que ele se assemelha muito ao de Nova York e já estávamos cansando.
Passamos ao redor do Washington Monument, que é o Obelisco, passamos na Casa Branca, pra tirar a foto básica, e tinha brasileiro pedindo pra segurar a câmera.
Não fomos no memorial do Vietnam e nem da 2ª Guerra. Fomos direto ao Lincoln Memorial, que é bacana, e dá de frente para o espelho d’água do Forrest Gump. Depois, fizemos o caminho de volta, a pé, pelo lado contrário da vinda. O caminho é simples, parece Brasília. Com mapa você chega a tudo. Leve consigo algum relaxante muscular e muita água para tomar durante o dia e o remédio pra tomar quando voltar de ônibus.
Ajuda você a embalar no sono e vai descansando, porque foi penoso, mas valeu a pena. A cidade é muito bonita, limpíssima e organizada. Não dá pra se arrepender por nada.

Gorjetas: Em alguns lugares estava inclusa, outros colocavam um adesivo na nota para lembrar-nos. É bom e justo. Se for viajar em grupo, com amigos, entrem em acordo para sempre terem trocado no bolso, porque nestas horas é que vai ser necessário rachar.

Mochila: Achei bom levar comigo sempre uma pequena mochila, com água, guias, remédios e alguma pequena compra que fizemos. Carregar sacolas às vezes é muito incômodo.

Souvenirs: Pesquisei e vi que havia uma loja na Times Square chamada Grand Slam. Realmente, eles tem uma loja grande e tal, mas o fato de estar na Times Square, como o Henry diz sempre, encarece tudo. Portanto, nas lojas fora deste cruzamento você encontrará as mesmas coisas por preços diferentes. Vai uma outra dica: presente pra mulheres. Chaveiro não agrada, bolinha com neve e água também não. Camiseta, lava estica. No meio do nosso passeio quisemos dar um pulo no Victoria Secret do Manhattan Mall. Tinha aquelas loções famosas e desejadas pelas mulheres por 7= 35 dólares. Ou seja, um presente de grego. Comprei vários e distribuí pra mulherada que esperava lembrança. Pelo feedback, vale a pena. Gostam muito.

Listar lugares conhecidos:  

Empire State Building - New York
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

- Descobrir o endereço antes e incluí-lo em algum dia de passeio.
Se você gostava do seriado FRIENDS, busca no Google o endereço e inclua no roteiro. Fomos lá, também no point do Sex and the City onde as mulheres comiam cupcake (é bacana e bom). Lojas famosas em filmes como a FAO, de brinquedos, a Ponte do Brooklyn, o bairro do seriado Gossip Girls, etc. O Google é um paizão e vai ajudá-lo a encontrar endereço pra tudo. Faça o passeio por bairros e inclua algum destes no trajeto.

Moedas: Leve um porta níquel porque não vai demorar muito e você vai ter um copo cheio de moedas. Use-as para comprar coisas em máquinas como refrigerantes, ou separe-as tipo por tamanho, 25 centavos, 5 centavos, e compre algo, gaste no café da manhã, etc.

Água: Todos os dias temos que beber muita água e esta é uma despesa que a princípio não entrou no cálculo. Uma garrafa grande para cada um ou mais.
Agora tem um segredo: a água você vai encontrar por U$ 1.50, U$ 2, e por ai vai. Na Conway, que fica de frente pra Macy's, aquela loja de baciada que o blog indica, na parte de baixo, ao lado das roupas de criança, tem uma geladeiraça que vende 3 água por 1 dólar.
Essa foi um achado e quando vi pensei: preciso contar e postar pros mão de vaca.

Tickets (notinha de compras) para contabilidade: É bom guardar os cupons e todas as notas de compra pra você organizar a sua contabilidade turística. Sobretudo dos eletrônicos, que possuem garantia. Chega o final do dia, você soma o quanto gastou, veja quanto resta, calcula quanto pode gastar no outro dia e por aí vai. Esforce-se para não gastar tudo e voltar com dinheiro, para embalar mala e tal, passar no free shop ou algum imprevisto.

Seguro viagem: Pesquise e faça orçamentos com alguma agência de viagem. É seguro e vai que acontece algo, doença ou acidente e não se tem a quem recorrer. Pagamos 50 dólares por uma agência, para os 15 dias de viagem. Não foi pesado e compensou, ainda que não precisamos. Ufa!

Remédios: Busque nos blogs ou faça você mesmo a lista dos remédios que você habitualmente usa. Dores de cabeça, enjoo, garganta inflamada, isso pode acontecer com qualquer um. E band-aid para calos. Muito provável.

Chinatown - New York
(foto por: Henry Alfred Bugalho)

Chinatown: Passeie, mas não compre perfumes. Péssima experiência. São iguais aos originais, embalados, novinhos e tal. Cheirar até cheiram, mas não duram muito na pele. Passeie e compre souvenirs se quiser. Talvez a única coisa que eu vi que valesse a pena no meu passeio.

Bagagem na volta: Tivemos alguns problemas na bagagem no retorno ao Brasil. Não só é uma questão de alfândega, mas às vezes abrem as malas e chegam com cadeados estourados. Portanto, acho que é bom investir e pensar nos 12 dólares pra embalarem a mala na volta, colocar um bom cadeado (ainda que quando querem arrombar, estouram sem dó). E os eletrônicos importantes, Ipod, Ipad, Iphone, note, levem na bagagem de mão, telefone no bolso, na jaqueta, etc...

Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.


14 comentários via BLOGGER
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  1. Parabéns por compartilhar em detalhes sua experiência! Fui também há pouco para NY e são dicas como essa que fazem a diferença para quem está por lá. Incrível como as moedas de 1 centavo são usuais nos USA, acabei deixando mais de 60 moedas por lá que não consegui gastar ao fim de minha viagem. Como você disse, localização é primordial e deve-se abrir mão de algumas coisas para ficar em um local bem localizado. Uma dica que deixo por aqui é sobre alimentação, é muito mais fácil achar porcarias pra se comer por lá por valores bem baixos(hambúrgueres no Wendy's e pedaços de pizza por 1~1.5 dólares). Uma boa opção são esses lugares em que você monta sua massa na pegada do Spoleto, geralmente eles possuem também um espaço de montar saladas. Um que fui algumas vezes é o Pax Wholesome Foods que são comuns em Manhattan. Agora, um local que me fez feliz por lá foi o Chop't Creative Salad Company. Compra-se uma bela porção de salada com frango por 7~8 dólares e ainda é possível acrescentar vários ingredientes e molhos(fora que os atendentes são todos mexicanos, o que facilita a comunicação).

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  2. Muito bom, obrigado por compartilhar.. estou indo em junho cm minha esposa e ficaremos 2 semanas, comprei o gui para mçaos de vaca e sempre leio coisas novas aqui.

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  3. Olá!!
    Adorei a dica, assim como adoro o site.
    Eduardo, uma dúvida. Vc foi para Washington com a Megabus. O endereço para pegar o ônibus que vc menciona é esse: 34th St between 11th Ave and 12th Ave??
    Achei meio longe da estação de metro. Agradeço!!

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  4. adorei amigo obrigado

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  5. Eduardo, achei sensacional as dicas. O wi-fi é grátis mesmo? Vi várias pessoas criticando esse aspecto do hotel. Muito obrigado desde já.

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  6. Olá, me chamo Mônica...
    Onde posso mandar alguém embalar as malas?

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  7. No aeroporto embalam as malas por 14 dolares, fica no embarque perto da TAM

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  8. Parabéns por suas dicas.. estou indo agora em junho e levando o guia mãos de vaca comigo, Obrigada pelo carinho.

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  9. Gente adorei as dicas e ja estou passando algumas fases dessas que o Eduardo nos relatou ...vou no prox Outono Americano pra NYC, espero reunir todas as informacoes possiveis, e quero passear ainda em Boston e Washington...vou comprar o guia, vende em livrarias?

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  10. Parabéns pelo site e pelas dicas! Acabei de voltar de NY e elas foram muito preciosas!! O passeio de Washington fiz com carro alugado, não saiu tão caro pois optei por um modelo simples e levei meu gps já com o mapa dos EUA. Deixei ele estacionado na rua e andamos durante 2 dias só com o ônibus hop on hop off!! Muito indicado pra quem fica pouco tempo.

    Quanto as moedas, minha dica é juntar tudo e não gastar em nada! No penúltimo ou último dia vá até qualquer TD Bank e procure por uma "coin machine". A máquina conta todo seu $ na hora e você recebe um recibo para trocar por dinheiro em nota no caixa (não precisa ser cliente). Eles descontam uma tarifa de 2% se não me engano! Você vai ficar surpreso com o que tem de $

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  11. Oi ,estou adorando as dicas! Vou ficar no mesmo hotel ,já q não tem cofre como vc guardava dinheiro...passaporte e outros objetos de valores?obrigada

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  12. Eduardo,
    Irei para NY em abril/2014 e meu marido quer muito ir para Washington DC! Adorei sua dica By Bus (Megabus)...uma agência estava me cobrando U$ 385 e com suas dicas poderei fazer o passeio por U$ 75, não é sensacional?????? Suas dicas foram muito boas!

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  13. Olá Eduardo, muito obrigada pelas dicas... São realmente muito boas. Irei para os EUAs no fim de agosto início de setembro e faremos: Boston/NY/Whashington/Orlando. Pensamos nesse roteiro porque inclusive me disseram que Orlando é o mais barato para fazer compras e até deixamos um dia a mais lá, além dos parques, para isso. Mas vi que você dá muitas boas dicas de compras em NY também. Precisava saber de alguém que já foi aos lugares citados, onde seria o melhor lugar para fazer compras? Me disseram que próximo a NY no caminho de Boston, também tem uns outlets muito bons que são ainda mais baratos que lá... Enfim, gostaria de uma orientação sobre compras nesses lugares. Muito obrigada pela atenção e parabéns pelas dicas. Obrigada

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  14. Olá Eduardo,
    Mto bom o post. Estarei em Landover/Maryland em julho e vou para NY. Vi no site da Megabus que a saída em WAS é em Baltimore. Gostaria de saber se esta estação fica muito longe. Outra dúvida, ficarei 5 dias em NY. Vale a pena comprar o NYPass?

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