26/04/2007

Museu de Arte Moderna - MOMA (atração turística)

(fachada do MOMA, por: Henry Alfred)

Outro grande museu de Nova York é o MOMA - Museum of Modern Art, que, como o nome diz, é um Museu de Arte Moderna.
O edifício do museu é enorme: há um jardim com esculturas no fundo, uma delícia para se sentar quando está calor, e vários andares, repletos de pinturas, esculturas e outras "coisas", pois você sabe como é arte moderna, nunca se tem certeza do que se trata aquilo.

As exposições não estão em nenhuma ordem identificável, há uma galeria com os cubistas, outra do Jason Pollock, com quadros do Kandinsky, outra de Pop Art, mas, em geral, está tudo meio misturado, sem muita cronologia definida. Por isso, é muito comum você ficar vagando pelos corredores, perder-se, e passar várias vezes pela mesma galeria sem perceber, especialmente quando museu estiver lotado.

(Noite estrelada, de Van Gogh, por: Henry Alfred)

No saguão, é possível conseguir um áudio-guia, no qual basta digitar o número da obra de arte (que fica nas placas explicativas ao lado das mesmas) e ouvir a explicação sobre aquele objeto. Se você for ouvir todas as explicações, prepare-se para passar a semana inteira no museu, pois elas são longas, apesar de esclarecedoras. Meu conselho é: não pegue o áudio-guia; eles são interessantes, mas logo você se enche deles, aqueles troços são pesados e ficam atrapalhando durante todo o resto da visita.

Ocasionalmente, há exposições temporárias no último andar. Não precisa pagar a mais para visitá-las e são muito concorridas. Por exemplo, quando estava tendo a exposição do Dadaísmo, foi uma loucura, mal dava para chegar perto do "bidê" de Duchamps; já na exposição do Tim Burton, a fila estava tão grande que desistimos.

Toda sexta-feira, das 4 da tarde às 8 horas da noite, há o "Target Free Friday Night". O supermercado Target patrocina a entrada de graça no MOMA. Então, é aquela loucura! Muita gente, filas quilométricas (na verdade, não são tão grandes, pois a fila anda rápido) e museu movimentado. Costuma ter tanta gente neste dia que o museu chega a dar dor-de-cabeça. Não sei qual é a relação, mas três em quatro pessoas têm enxaquecas na sexta-feira à noite.
Nestas noites, é só ir direto para o guichê e pegar sua entrada. Os bilhetes ficam todos espalhados sobre um balcão, é só pegar e entrar. Se você estiver carregando alguma bolsa ou mochila, precisará deixá-las no guarda-volumes. Máquinas fotográficas são permitidas, mas sem o uso de flash.

(Les Demoiselles D'Avignon, de Picasso, considerada a primeira pintura de Arte Moderna da História, por: Henry Alfred)

"Mas eu não estarei em Nova York numa sexta-feira? Posso pagar quanto eu quiser noutros dias, como no Metropolitan?"

E aí que vem a má notícia: não, você não pode. Se o visitante não for no dia de graça, então, terá de pagar a entrada cheia, que é 20 dólares para adulto, 16 dólares para idosos, 12 para estudantes e de graça para quem tem menos de dezesseis anos.

(O Beijo, de Magritte, por: Henry Alfred)

Se você não for alguém que realmente gosta de arte moderna, se você é daqueles que pensa que aquilo é tinta jogada aleatoriamente sobre a tela, que qualquer criança de pré-escola faz igual, então, é melhor você não pagar para ir ao MOMA. Se for só por curiosidade, a seção de Arte Moderna do Metropolitan será suficiente.
Porém, se seu sonho sempre foi ver telas de Kandinsky, de Paul Klee, Klimt, Pollock, Picasso, Van Gogh, Léger, Dalí, Gauguin, Miró, Matisse, Renoir, Andy Warhol, ou Mondrian, neste caso, seu passeio valerá a pena, mesmo que custe 20 dólares.

Se não for de graça, o MOMA é apenas para quem realmente gosta de Arte Moderna.

Museum of Modern Art
11 West da rua 53, entre a Quinta e a Sexta Avenida.
http://www.moma.org/

Dica atualizada em 07/05/2010

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20/04/2007

O Paraíso das Marcas Famosas (Compras)

(fachada da Century 21, por: Henry Alfred)

Se existe um paraíso para comprar roupas de marca e artigos para casa, este lugar se chama "Century 21".

A loja é enorme, pertinho de onde era o World Trade Center, e, em seus três andares, você vai encontrar de tudo um pouco, pelos preços mais variados, mas, com certeza, bem mais em conta do que nas butiques. Mas não se engane, você não encontrará roupas do Michael Kors, da Gucci, da Chanel, do Ermenegildo Zegna ou de qualquer outra marca famosa que ainda esteja na estação.
A "Century 21" é uma ponta-de-estoque (Outlet, em inglês), você encontrá roupas de marca maravilhosas, mas da estação passada.

É claro que algumas barbadas são realmente barbadas: uma calça que custa 200 dólares saindo por 30, baita desconto! Porém, também é possível encontrar sapatos que custam mil dólares que saem por 500, bem, para quem pode, também deve ser um desconto... Mas é preciso procurar.
Cedo ou tarde, você acaba encontrando algo que tenha a sua cara, pois Nova York tem roupas para todos os gostos, para todas as tendências. Enquanto que em outros lugares do mundo há apenas uma tendência vigente em cada estação, em Nova York nem se pode dizer que haja um estilo definido, cada um se veste como quer, se quiser...

A loja possui três andares, um subsolo e uma loja anexa. No andar térreo, há roupas masculinas, chapéus, óculos e bolsas femininas; no primeiro andar, roupa infantil e uma parte da seção feminina; no segundo, a seção feminina; no subsolo, artigos para casa - roupas de cama, travesseiros, louças, panelas, etc. - , malas, relógios brinquedos...; no prédio anexo, calçados masculinos, femininos e infantis.
Passa-se, tranquilamente, o dia inteiro vasculhando a "Century 21". O único problema é na hora de ir embora e carregar aqueles sacolões arrebentando de tantas promoções.

Algo muito comum, na hora de receber o recibo, é constatar que o desconto foi muito maior do que o preço que se pagou. Numa compra de 100 dólares, por exemplo, o desconto é de 130 ou 140 dólares. Saber que você estará vestindo roupas da melhor qualidade pelo preço de um trapo qualquer é um estímulo para voltar sempre.

É realmente imperdível!

Century 21
22, Cortland St., perto do World Trade Center.
http://www.c21stores.com/

Dica atualizada em 07/05/2010

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18/04/2007

Tem gente! (utilidade pública)

(logomarca do Starbucks, onde sempre há um banheiro, por: Henry Alfred)

Quer dizer que você não ouviu meu conselho e comeu o ovo do Dunkin'?

Ou simplesmente foi acometido por aquele piriri legendário, como daquela vez que você comeu maionese estragada na festa de aniversário da sua tia avó?

São nestes momentos, quando se é pego com as calças na mão, que descobrimos como Nova York pode ser uma cidade cruel. A tarefa de procurar um banheiro, seja para a dor-de-barriga desmaiante, seja para um xixizinho básico, é ingrata. Muitas portas lhes serão fechadas na cara.

A política da maioria dos restaurantes e lanchonetes é a de "Banheiro apenas para fregueses" (Restrooms for customers only). Em alguns lugares, chega-se ao absurdo de "Banheiro apenas para quem consumir mais de 5 dólares".
Quer dizer: eu preciso pedir uma lasanha, esperar ela ser feita, comê-la, para apenas depois ir ao banheiro? Será que sou obrigado a fazer nas calças, enquanto como e sorrio e imagino se alguém percebeu minha triste situação? Ou corro para o hotel toda vez que a natureza chamar?

Não, não precisa chegar a tais extremos. Nem todas as portas estão fechadas para nós. A salvação do turista, ou do pedestre necessitado, chama-se "Starbucks" (os céus se abrem e desce o coro de anjos cantando "Aleluia").
Dizem que o café lá é bom, mas como não bebo café, não posso opinar. Todavia, posso falar do banheiro deles, os quais são, provavelmente, um dos mais limpos dos banheiros abertos ao público de Manhattan. Geralmente, eles ficam no fundo das cafeterias, onde quase sempre há uma discreta fila, todos com caras preocupadas.
A grande vantagem do "Starbucks" é que existem inúmeros pela cidade. O nova-iorquino é viciado em café e as dimensões desta rede são uma prova deste vício.

Apesar de serem os banheiros mais acessíveis, estes não os únicos aos quais você pode recorrer.
Em algumas lanchonetes do McDonald's, Burguer King e do Wendy's, o banheiro também é aberto ao público (quer dizer, eles são "apenas para clientes", mas o fluxo de pessoas é tão grande que eles não possuem controle), porém, quando muita gente vem apenas para usar o banheiro, o gerente o tranca e só fornece a chave sob solicitação. Nada mais constrangedor do que isto...
Os das lojas Bed, Bath & Beyond também são limpos, silenciosos, mas são mais difíceis de ser encontrados.

No site abaixo, indicado por um dos nossos leitores, há uma vasta listagem de banheiros abertos ao público em Nova York. No entanto, não é garantia de que você conseguirá usá-los.

http://www.nyrestroom.com/

Mas vai por mim, se as coisas apertarem, corre para o Starbucks!

Você não é obrigado comprar nada lá, mas, se quiser, prove o café e confirme se é realmente bom.

http://www.starbucks.com/

Dica atualizada em 07/05/2010

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13/04/2007

Hum, rosquinhas...! (alimentação)

(Fachada do Dunkin' Donuts, por: Henry Alfred)

Não existe heresia maior do que ir para os EUA e não experimentar o doce oficial dos Homers e dos policiais!

Se há uma empresa que possui um slogan apropriado, esta é a "Dunkin' Donuts":

America Runs on Dunkin'

Algo que pode ser traduzido como: "A América é movida a Dunkin'".

O Dunkin' Donuts vende, como parece ser óbvio pelo nome, donuts, aquelas rosquinhas apetitosas que vemos em filmes, nos colos de policiais de tocaia e descendo goela abaixo de Homer Simpson, sempre a babar quando vê uma.
A verdade é que os donuts são mesmo deliciosos! E há donuts para todos os gostos, com cobertura de chocolate, de baunilha, de maçã, com recheio de chocolate, de creme, blá, blá, blá. O negócio é experimentar, uma hora, você vai encontrar um para o seu paladar.
(Belos donuts, prestes a serem devorados, por: Henry Alfred)

O melhor é que os donuts não são caros. Custam em torno de 1 dólar . Você pode comprar apenas um donut, a dúzia ou meia dúzia. Dependendo da sua gula, dois são suficientes, mas às vezes, na promoção de seis ou doze acaba compensando.

Mas o Dunkin' Donuts não vende apenas rosquinhas. Eles preparam café (que concorre, inclusive, com o do Starbucks), preparam cafés-da-manhã e, além disto, o Dunkin' é uma rede interligada com o "Baskin' Robbins", que vende sorvetes e bolos.

Mas vai uma advertência, os sanduíches de café-da-manhã vêm com três opções de carne -- bacon, sausage (que é lingüiça, mas, no Dunkin', é um hamburguerzinho ligeiramente apimentado) ou presunto --, queijo e ovo. Porém, o ovo do Dunkin' é algo medonho. Parece que eles já vêm pronto, congelados, de alguma central da empresa e, nas lojas, são requentados. Então, eles têm o aspecto de uma gelatina, quente e amarela. O gosto até que não é ruim, mas as conseqüências, no dia seguinte, podem ser catastróficas, e seu passeio em Nova York, ao invés de ser o Empire States e a Estátua da Liberdade, pode ser pelos banheiros da cidade. Peça sem ovo, apenas para garantir...

Outros lanches bons são os com pão sírio (flatbread) recheados. São deliciosos!

Existem vários Dunkins' por Nova York e, por isto, não será difícil encontrar um.

Site Oficial do Dunkin' Donuts

https://www.dunkindonuts.com/

E, falando sobre os banheiros, este será o assunto da dica # 13.

Dica atualizada em 07/05/2010

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10/04/2007

O Homem-Aranha Greco-romano (eventos)

Neste mês de abril, dois grandes eventos ocorrerão em Nova York.

Ala de Arte Grego-romana

O primeiro deles, no dia 20 de abril, será a inauguração da renovada ala de arte greco-romana do Metropolitan Museum. Milhões foram investidos para entregar ao público o maravilhoso acervo de artefatos helênicos e romanos.
Tanto alarde tem sido feito, desde reportagens em "The New York Times" até propagandas nos pontos de ônibus, que esta restauração promete.
Para maiores informações:

http://www.metmuseum.org/Works_of_Art/installation_gr.asp


Semana do Homem-Aranha

Outro evento, este começando no dia 30 de abril e estendendo-se até 6 de maio, é a "Semana do Homem-Aranha". Em vários pontos da cidade, em Manhattan e no Queens, haverá homenagens a um dos personagens nova-iorquinos mais cativantes das HQs. Peter Parker, a identidade secreta do Homem-Aranha, nasceu e estudou no Queens, vive e protege os cidadãos de Nova York contra os inimigos mais perigosos e medonhos e, no dia 6 de maio, o terceiro filme do Homem-Aranha estreará, dando continuação aos dois primeiros excelentes filmes.
Além de exposições temporárias de aranhas no Museu de História Natural, de gibis do Aranha na Biblioteca Pública, boneco inflável do herói na Sony Style Store, o elenco do filme, incluindo o protagonista Tobey Maguire, também estará na cidade e será recebido com festa no Rockfeller Center, na manhã do dia 30 de abril.

Para mais informações sobre os eventos, as lojas participantes e os locais pelos quais Peter Parker já passou e viveu:

http://www.spider-manweeknyc.com/

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06/04/2007

Metropolitan Museum (atração turística)

(Fachada do Met, por: Henry Alfred)

Os museus de Nova York são fenomenais. Alguns deles exigem que o visitante passe o dia inteiro, somente assim é possível ver tudo e conhecer todas as galerias.

O Metropolitan Museum of Art é um destes. O Met (carinhosamente chamado assim pelos nova-iorquinhos) está, certamente, entre os maiores museus do mundo. Nele, é possível ver de tudo: Arte mesopotâmia, egípcia, grega, romana, medieval, renascentista, japonesa, tibetana, moderna, africana, sul-americana, armas medievais, enfim, uma infinidade de objetos interessantes que expõem o nosso desenvolvimento cultural, ao longo da história da humanidade.

(Ala grega, por: Henry Alfred)

Suggested Admission

Porém, ao entrar no saguão do Museu, sobre as bilheterias - são três, uma dando acesso à ala egípcia, outra para a grega e a terceira para os andares superiores - há placas indicando quanto custa a entrada no Museu, o visitante se assustará com o preço, 20 dólares o ingresso.

- 20 dólares?! No Brasil, não vou ao museu nem de graça!

Eu sei, eu sei. Mas agora vem a boa notícia. O que está escrito nestas placas é "Suggested Admission", ou seja "Ingresso Sugerido". Não sei por que, mas todo mundo entende o "Ingresso" (Admission), mas ninguém entende o "Sugerido" (Suggested).

O que eles querem dizer com isto?

O Museu tem, obviamente, seus gastos. Para reformar a ala romana, por exemplo, eles gastaram mais de 50 milhões de dólares. Todavia, grande parte destes fundos vem de milionários que doam dinheiro ao museu. O dinheiro dos visitantes, especulo, deve ser a menor parcela da receita do museu, por isto, eles sugerem um preço, o ideal a ser pago para visitá-lo.
Se você quiser pagar mais de 20 dólares para entrar, eles vão aceitar, mas se você quiser pagar menos, também entrará sem problemas.
E não precisa ter vergonha de dar 1 dólar (é o que sempre dou), pensando que a mulher do guichê vai olhá-lo com cara feia, ou rir da sua mão-de-vaquice, pelo contrário, ela agirá com a maior naturalidade, pois está acostumada com isto e, para ela, não faz diferença o quanto você está pagando.

Andando pelo Museu

(Ala de armas medievais, por: Henry Alfred)

Ainda no saguão, você pode conseguir um panfleto com o mapa do museu. É importante ter um à mão, pois o museu é gigantesco. Há deste panfleto em vários idiomas, não me lembro se há em português, mas há em espanhol. Se você for de manhã, o mais apropriado para se ver o museu inteiro, eu recomendo começar pela ala egípcia, ao lado direito, e ver o primeiro andar inteiro antes de subir para o segundo.
É muito fácil de se perder no Met, tudo é tão lindo e deslumbrante, que você acaba se esquecendo do caminho que fez e vai se embrenhando nas galerias, depois, para voltar, é o bicho!
Em algumas alas, na americana e renascentista, por exemplo, é possível tomar um café com bolinho, mas cautela! Os quitutes no Museu são caríssimos. Vá com o estômago forrado e deixe para comer quando sair do Met.

Mas, vai por mim, é uma visita que vale a pena.

Clique aqui para ver fotos do Metropolitan Museum

Metropolitan Museum of Art
1000, da Quinta Av., com a rua 82.

O museu está aberto de terça a quinta das 9:30 às 17:30, às sextas e sábados das 9:30 às 21, e aos domingos das 9:30 às 17:30.
O Met não abre às segundas.

Para saber mais sobre o Metropolitan Museum of Art.
http://www.metmuseum.org/

Dica atualizada em 10/05/2010

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