31/03/2007

Onde encontro um cybercafé? (utilidade pública)

Está bem, você chegou em Nova York.
Já sabe como andar de metrô e onde tomar café-da-manhã, mas, e se você decidir checar sua caixa de e-mail ou tentar acessar o blog "Nova York para mãos-de-vaca" para saber se há alguma nova dica?

A experiência de procurar um cybercafé, tal qual no Brasil, que você paga e acessa a internet, pode ser frustrante. São raríssimos em Nova York.

Por quê?

Simplesmente porque todo mundo possui computador por aqui. Não existem cybercafés porque as pessoas não possuem necessidade de irem a algum lugar para acessar a net. Uma visita ao Starbucks será uma constatação deste fato; lá, boa parte dos consumidores, enquanto bebericam um cafezinho, estão usando seus notebooks para navegar na net. Já, para acessar e-mail, os nova-iorquinos usam os celulares mesmo, que dispensam, às vezes, o uso do computador.

"Mas eu não tenho notebook nem celular da hora!", você pode me dizer, "Como faço, então? "

Se você veio comprar um notebook (e, com certeza, encontrará ótimos modelos por preço acessível), boa parte do seu problema está resolvido. Nova York é repleta de hotspots, em cafés (como o Starbucks), em lanchonetes (McDonald's), em restaurantes e, até mesmo, em algumas praças, como no Bowling Green ou no Madison Park. A maioria deles é gratuito; no Starbucks, por exemplo, acho que nem precisa consumir (falaremos mais sobre esta rede posteriormente). Se não houver nenhum hotspot perto de você, há também a possibilidade de "emprestar" a conexão de algum desavisado que não tenha protegido sua rede wireless. Não é o mais ético a ser feito, mas, na hora do aperto, tudo vale.
Porém, se você não veio para comprar um computador e, ainda assim, quer acessar a internet, não se desespere. Há algumas lojas que permitem que você use os computadores de graça.
Lojas como o showroom da Samsung no Columbus Circle e algumas Best Buy são exemplos. A primeira, aliás, é uma loja futurística, com os lançamentos tecnológicos mais inacreditáveis, vale a pena a visita. Fica no shopping da Time Warner.

Mas a loja que realmente sabe cativar o cliente e criar aquele gostinho de "quero-mais" é a da Apple. Esta loja é maravilhosa, na Quinta Avenida com a rua 59.

(Entrada da loja da Apple, por: Henry Alfred)

A entrada é toda de vidro e uma escada conduz ao subsolo, onde vários produtos da Apple - IPods, Macs, Ipads, DVDs portáteis - estão disponíveis para serem testados, usados e abusados. É preciso ser ligeiro para conseguir um computador vago, a loja é sempre cheia e há turistas do mundo inteiro querendo ler seus e-mails. Quando for usar o micro, assegure-se que esteja no modo que não salva senha e login, pois imagino que você não queira que alguém acesse suas informações depois que você for embora.
A primeira impressão quando se entra na loja da Apple e se utiliza os Macs é:

"Eu quero um!"
(showroom na Apple, por: Henry Alfred)

E aqui, este sonho não é tão impossível assim. Enquanto no Brasil, um Mac não sai por menos de 4 mil reais (chutando baixo), aqui pode-se comprar um laptop da Apple por mil e poucos dólares. E só mexendo para notar a diferença.

Enfim, em Nova York, quase não há cybercafés, mas também não é necessário pagar para navegar na net.

Para saber mais sobre a loja da Apple da Quinta Avenida:

http://www.apple.com/retail/fifthavenue/week/20070325.html


Pós-escrito de 17 de fevereiro de 2008
Aparentemente, a conexão do Starbuks não é mais gratuita. Quem for tentar acessar internet nesta cafeteria, será redirecionado para um página onde poderá comprar tempo de acesso à internet com cartão de crédito.

Dica atualizada em 07/05/2010

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26/03/2007

Tênis para todos os gostos (compras)

(vitrine da Foot Locker, por: Henry Alfred)

Comprar calçados no Brasil é um assalto, principalmente se forem de marca famosa, como Puma, Nike ou Adidas. Até hoje, ninguém me explicou de maneira convincente porque eles custam tão caro, nem porque alguém se sujeita a pagar o preço cobrado.

No entanto, nos EUA, vestir-se bem não é sinônimo de susto. Você pode ter acesso às grandes marcas e, às vezes, pelo mesmo preço de uma marca desconhecida e vagabunda.

A loja com o maior número de filiais e com uma variedade enorme de marcas e modelos de tênis é a Foot Locker. Existem inúmeras espalhadas por Manhattan e, dependendo da região, elas são orientadas para determinados tipos de tênis - passeio, corrida, descolados...
O mais interessante da Foot Locker, além da variedade, são as incríveis promoções. Os preços não são, geralmente, salgados, Pumas e Nikes entre 69 e 99 dólares, porém, quando os modelos estão saindo da estação, há promoções nas quais se leva dois tênis por apenas U$ 69, ou compra um pelo preço inteiro e o segundo pela metade do preço.
Promoção sempre há, só tem de se saber qual é a da vez. Isto quando não se tem uma surpresa na hora de passar no caixa: na última vez que comprei na Foot Locker, um tênis Puma de corrida que custava 69 dólares, já na promoção, na hora de pagar saiu por 49. O negócio é ficar quietinho e aproveitar a barbada.

Só não se esqueça de que as medidas de tamanho para calçados são diferentes das do Brasil, segue uma tabela com as medidas.

Calçados Femininos

Brasil
33 34 35 36 37 38 39 40
Estados Unidos
4,5 5,5 6 7 7,5 8,5 9 10

Calçados Masculinos

Brasil
37 38 39 40 41 42 43 44 45 46
Estados Unidos
6 7 7,5 8,5 9,5 10 11 12 12,5 13,5

Para saber mais sobre a Foot Locker, você pode acessar o site deles

21/03/2007

A refeição mais importante do dia (alimentação)

Sua mãe (ou talvez sua vó) já devia lhe dizer:

"Coma seu café-da-manhã, pois é a refeição mais importante do dia".

A maratona de passeios que Nova York lhe proporciona exige que você se alimente bem, pelo menos no café-da-manhã.
Você constatará que em Manhattan há um tipo de estabelecimento bastante específico, conhecido como Deli (abreviação de Delicatessen). Existem milhares, talvez milhões, de Delis em Nova York. Duas, três, às vezes quatro, por quadra. Para onde você olhar, haverá uma Deli.

Mas que diabos é uma Deli?

Nas Delis vende-se de quase tudo. Elas são uma mistura de banca de revistas, mini-mercados (também chamado de bazares por nossos antepassados) e lanchonete. Nelas há doces, revistas, refrigerantes, papel higiênico, ratoeiras (é óbvio, já que NY é a cidade dos ratos) e, em algumas, uma pequena seção de frios e pães e também uma área para lanches.
As que servem cafés-da-manhã e almoço podem ou não ter mesas para comer no local.
O lanche é reforçado -- pão com ovo, queijo e uma opção de carne (bacon, presunto ou sausage - que não é salsicha, mas sim lingüuça), torradas com omelete ou ovo frito com bacon e batatas. Isto mesmo, tudo muito leve e diet!
Este desjejum lhe custará entre 2 e 4 dólares por pessoa, sem a bebida (em algumas Delis, o café é incluso).
Se você não souber falar inglês, pode arranhar um espanhol mesmo, já que 90% dos funcionários das Delis são mexicanos (ou provenientes de algum país hispânico). Só não garanto que você vá entender a resposta...

A indicação de uma excelente Deli é o "Gigi Café".
(fachada do Gigi Café da rua 34, por: Henry Alfred)

Existem três "Gigi Café" pela cidade. Um na rua 34, entre a Park Avenue e a Madison (bem perto do Empire States), outro na Terceira Avenida, número 985, e o último na Broadway, número 2067.

(Lanche metade comido do Gigi, por: Henry Alfred)

Se você der sorte, pode até um dia cruzar comigo por lá.

Mas as Delis são uma questão de gosto. O que vale para um não vale para outro. Quando você estiver aqui, talvez prefira uma perto de seu hotel, já que é bom começar o dia com o estômago forrado.

Para obter mais informações sobre o "Gigi Café"

18/03/2007

A incrível loja de 99 centavos (compras)


Foi muito difícil determinar por qual das grandes barbadas de Manhattan eu deveria começar a seção de compras.
No entanto, ao me lembrar de quando cheguei, não tive dúvidas de que deveria falar, em primeiro lugar, do "Jack's World". Lá, tudo custo 99 cents.

Já sei! Já está torcendo o nariz por a loja ser de 99 centavos.
Compreensível, pois, no Brasil, as lojas de 1,99 são campeãs da breguice. Tudo de pior qualidade, do pior gosto, tudo naquela lógica de "usou uma vez, jogue fora".
Porém, esta mesma lógica não pode ser aplicada aos produtos norte-americanos (os chineses deles são melhores que os nossos).

Algo que se constata logo de cara é que o pior produto norte-americano é, às vezes, melhor ou igual ao melhor produto brasileiro. Não sei por que, mas é verdade.
E no "Jack's" há a hipérbole deste conceito. Nesta loja, certos itens que se encontra por 3 ou 4 dólares em outras lojas ou mercados, lá está por 99 centavos.
É óbvio que, devido ao preço baixo, também há aqueles produtos toscos e bregas que recheiam as lojas de 1,99 no Brasil, porém, se você souber separar o joio do trigo, "Jack's World" será uma festa! Você encherá a cestinha e, quando chegar no caixa, pagará 20 ou 25 dólares. Às vezes, eles nem cobram imposto.


(Uma pequena observação sobre o imposto nos EUA: aqui, o imposto não é embutido no valor do produto, como ocorre no Brasil. Portanto, o preço que está na embalagem nem sempre corresponde ao preço final. Sempre pense que, além daquele preço, suponhamos U$ 10, você deverá acrescentar 8%. Ou seja, se um item custa 10 dólares, na hora que você chegar no caixa, ele sairá por U$ 10,80. Em valores pequenos, não significa nada, mas, se você comprar um computador de mil dólares, o imposto será de quase 100 dólares. Leve isto em consideração, para não pagar nenhum mico na hora de desembolsar a grana).

Mas, no "Jack's" eles não costumam cobrar o imposto. Repare no "costumam", pois, algumas vezes, eles cobram. Nunca entendi isto...

A loja tem três andares. No primeiro, quase tudo custa 99¢. Quase tudo mesmo!
Comida, material escolar, chinelo, meia, chocolates (alguns custam menos ainda, 89¢), produtos de limpeza, refrigerantes, brinquedos, utensílios domésticos, a lista vai longe.
Nos segundo e terceiro andares, os produtos possuem preços variados, mas, geralmente, são bem abaixo dos demais supermercados.
Se onde você estiver hospedado tiver um microondas ou um forninho, você estará feito. Poderá passar a semana inteira (ou até mesmo o mês), só se alimentando de produtos do "Jack's". As comidas congeladas - pizzas, refeições prontas, macarrões - enjoam após um tempo, mas se você estiver disposto a fazer este sacrifício, poderá, tranqüilamente, gastar 5 ou 6 dólares por dia, comendo razoavelmente bem e com refri.
Ocasionalmente, ocorre um barraco dentro da loja, pois os corredores são estreitos e a galera se esbarra muito. Qualquer coisa, saia de mansinho.
Existem duas lojas do "Jack's" em Manhattan: a melhor delas é na rua 32, entre a Sexta e Sétima avenidas, pertinho do Madison Square Garden; a outra é na rua 40, entre a Quinta e a Park Ave, próxima à Biblioteca Pública e ao Bryant Park.

Se você quiser realmente economizar, uma visita ao "Jack's" é fundamental.

Dica atualizada em 07/05/2010


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16/03/2007

A cidade dos táxis (furada)

(Táxis na Park Avenue, por: Henry Alfred)

Nova York é a cidade dos táxis. Deve haver um para cada habitante, senão mais.
Porém, não há justificativa para você, que veio com muito ou pouco dinheiro, pegue um.

- Mas eu estou atrasado para um compromisso! - você pode alegar.

Está atrasado, meu amigo? Vá de trem!
O trânsito em Manhattan não chega a ser o extremo de caótico, porém, em alguns horários do dia, certas ruas se tornam intransitáveis. Ou é um caminhão de mudanças descarregando, ou é o Corpo de Bombeiros dando um show com suas buzinas, ou é uma ambulância, ou a rua está fechada para reformas, enfim, um dos milhares de eventos corriqueiros desta cidade maluca.

Outro fator que atrasa os automóveis: sinais de pedestres.
Em Nova York, quase todas as ruas (senão todas) possuem sinais para pedestres.
(Sinal para pedestre na Grand Central, por: Henry Alfred)


Isto é ótimo, quando se é pedestre; principalmente porque aqui, ao contrário do Brasil, os motoristas param quando um está cruzando a rua.
Mas qual é a relação entre sinais de pedestres e lentidão dos táxis?

Quando o sinal se fecha para os carros numa Avenida, ele se abre para os carros das ruas que cruzam, para isto não há segredo. Porém, o sinal de pedestre se abre, ao mesmo tempo, para quem pretende atravessar a Avenida e, como todo mundo aqui é muito educado, os carros que estão vindo das ruas são obrigados a esperar. Ou seja, o semáforo se abre tanto para os pedestres quanto para os carros.
Em cruzamentos mais movimentados, às vezes, apenas um ou dois automóveis conseguem virar. Se o seu táxi for um dos que não conseguiram, lá está o taxímetro rodando!

Além disto, como a maioria dos motoristas não são americanos e mal falam inglês, eles podem entender as indicações erradas e você saberá se ele está seguindo outro caminho quando for tarde demais.

As tarifas do táxi não são caras. O taxímetro começa em U$ 2,50, e adiciona 40 centavos por cada quinto de milha ou por minuto, caso o carro não esteja em movimento. Se você fizer uma corrida longa, partindo da rua 14 até a 86, o táxi custará, em média, uns 16 dólares com a gorjeta (nunca se esqueça dela!). Por isto, os taxistas são bastante seletivos.
Aqui não existe ponto de táxis ou rádio-taxi como no Brasil, o único jeito para se conseguir um é estendendo o braço para os que passam ou assoviando, a la Superman. No entanto, nada mais comum do que um táxi parar e, mesmo após você houver sentado e se acomodado no banco traseiro, ele lhe perguntar para onde você está indo. Se for um lugar muito longe, o taxista lhe pedirá para descer, dizendo-lhe que ele não está indo para aquela direção.

Por quê?

Como a tarifa é baixa por milhagem rodada, para eles é muito mais vantajoso pegar cinco passageiros que estejam indo a uma distância de 7 ou 8 quadras e, para tanto, receber 5 dólares de cada (que dá um total de 25 dólares), do que pegar um passageiro somente que rodará a cidade inteira e não lhe pagará nem 20 dólares.
Os motoristas paquistaneses podem ser antipáticos, mas não são nada burros.

Outro grande dilema ao se pegar um táxi são os fura-filas.
Você está na esquina, com o braço estendido há quase meia hora, de repente, vem um espertalhão atrás de você, estende o braço, um táxi pára e o bonitão vai embora, todo faceiro. Você descobrirá rapidamente que não há respeito a filas aqui, nem no ônibus, nem para entrar em metrô. Só se respeita fila se for para ir ao banheiro.

Atualmente, todos os táxis amarelos possuem GPS e aceitam cartão de crédito, assim fica bem mais difícil de ser enganado, principalmente se você tiver alguma noção de onde, no mapa, você está indo.

Não se surpreenda se você estiver chamando um táxi, daqueles amarelinhos famosos, e um carrão preto parar para você. Não é o FBI querendo dar-lhe uma prensa. Além dos táxis amarelos há também os Lincolns pretos, que são táxis de luxo e com tarifas bem mais salgadas. Evite-os a todo custo!

Por fim, o que vale é o bom senso. Você trouxe vinte malas e o cachorro? Nem tente vir do JFK com toda esta bagagem no trem. Mas se você está com uma mochilinha e a câmera fotográfica, arranje logo seu METROCARD e esqueça que existem táxis em Manhattan.

Esta é a última dica da série introdutória sobre Nova York. Nas próximas dicas, entraremos no filé mignon de como gastar pouco.

Dica atualizada em 07/05/2010

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13/03/2007

Andando de ônibus (transporte)

(Placa sinalizando ponto de ônibus, por: Henry Alfred)

O ônibus é o melhor modo para se ver a cidade, isto se você não estiver com pressa.

Apesar do metrô ser rápido e eficiente, não é nada estimulante visualmente. As estações são quase todas iguais, você desaparece em meio a um ponto turístico e reaparece em meio a outro. Já com o ônibus, você estará ao ar livre, vendo a cidade passando por você, conhecendo áreas notórias e aquelas que não são assim tão badaladas, mas igualmente interessantes.
A malha de ônibus é imensa: há linhas em todas as avenidas e nas principais ruas. O metrô o leva a quase todos os lugares, mas o ônibus o levará, realmente, a todos os lugares da cidade. E, como já foi dito, você pode usar o mesmo METROCARD que serve para o metrô.

(Ônibus CROSSTOWN, por: Henry Alfred)

Na dica sobre a rede de trens, apontamos um dos defeitos das linhas de metrô. Elas cruzam a cidade no sentido Norte-Sul, porém, quando se trata de viajar Leste-Oeste, o metrô é um pouco deficiente. Os ônibus suprem, por sua vez, esta carência. Estas linhas chamam-se CROSSTOWN e são particularmente úteis quando se trata de cruzar do Upper East Side para o Upper West Side, quando o ônibus atravessa o Central Park.

(Tira para requisitar desembarque, por: Henry Alfred)

O embarque é feito pela porta dianteira, mas o desembarque pode ser feito por ambas as portas (dianteira ou traseira). Para solicitar o desembarque, basta apertar as tiras amarelas que correm horizontalmente por toda a extensão do ônibus, perto do teto, ou as verticais, paralelas a algumas janelas. Se você for desembarcar pela porta traseira, não se assuste, ela não se abrirá quando o ônibus parar. Ela só se abre quando a luz verde, sobre a porta, se acender e quando as tiras amarelas, também na porta, forem pressionadas.
Só é complicado na primeira vez, depois, fica fácil. Logo, você também aprenderá a gritar "Back door!" (Porta traseira!), quando o motorista se esquecer de liberar a luzinha verde.
É muito divertido, já que o povo de Nova York é muito prestativo e, quando percebem que alguém quer descer e a porta não se abre, todo mundo começa a gritar, em coro: "Back door! Back door!"

(Porta traseira, por: Denise)

O principal problema do ônibus é a lentidão.
Assim como com o metrô, existem dois tipos de serviço, o LOCAL, que pára a cada duas ou três quadras, e o LIMITED, que pára somente em pontos mais importantes (que geralmente coincidem com as paradas LOCAL do metrô).
Se você precisa percorrer distâncias curtas, vale a pena pegar o ônibus. Mas se você precisa chegar da rua 68 até a Union Square em menos de 35 minutos, então, esqueça! O ônibus levará quase uma hora para realizar este trajeto, enquanto que, com o metrô, você chegará em 20 minutos.

Nova York surpreende pela inclusão social. Há muitos cadeirantes, deficientes físicos e idosos circulando pela cidade. No entanto, apenas algumas estações de metrô são adaptadas para receberem cadeiras de rodas, e esta é uma das causas da lentidão dos ônibus. A cada estação é sempre o mesmo processo, desce cadeira de rodas, sobe velhinha com andador, desce velhinha com andador, sobe cadeira de rodas.
Se você estiver atrasado para algum compromisso, isto é extremamente irritante. Se não, tudo bem.

A escolha entre trem e ônibus dependerá de onde você quer ir e quanto tempo quer levar para chegar lá, só isto.

Detalhe: se você não houve comprado o METROCARD, os ônibus não aceitam pagamento em notas, apenas em moedas. Esta é uma boa oportunidade para você desovar aquele monte de moedas que você acumulou na cidade. Recentemente, alguns ônibus também estão aceitando cartão de débito, mas ainda são poucos.

Dica atualizada em 07/05/2010


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12/03/2007

METROCARD, a ferramenta essencial (transporte)


(Foto: Henry Alfred)

A tarifa do metrô e do ônibus é, atualmente, de dois dólares e vinte e cinco centavos (U$ 2,25).
Imagine agora se você resolve ir para Downtown, visitar a bolsa de valores de manhã, passar pelo Empire States na hora do almoço, e, à tarde, conhecer o Metropolitan Museum. Quando você voltar para o hotel, terá gasto 9 dólares. Se você repetir esta maratona por cinco dias, terão sido 45 dólares.
Pode parecer pouco, mas não é, ainda mais quando o sistema de metrô de Nova York oferece um serviço extraordinário como o METROCARD.
O METROCARD é um passe que permite você utilizar o trem, o ônibus e o bondinho para Roosevelt Island, quantas vezes quiser, sem que você precise pagar por cada trajeto.



Existem quatro opções de METROCARD: o diário, o semanal, o de 14 dias e o mensal.

Se você for ficar somente um dia em Nova York, vale a pena comprar o passe diário, que, durante um dia inteiro, lhe dá o direito de ir e vir irrestritamente. Custa apenas 8,25 dólares e, se você for usar o metrô mais do que quatro vezes (o que não é difícil), já valeu a pena.

Se você for ficar três dias ou mais, compre o passe semanal. Custa 27 dólares.

O METROCARD de duas semanas custa 51,50 dólares.

Mas, se você for ficar mais de 25 dias, talvez valha a pena comprar o mensal. Custa 89 dólares.


Como comprar o METROCARD?

Em todas as estações de metrô, há máquinas que vendem os passes.

(Foto: Henry Alfred)

Basta clicar em Start (na tela mesmo) e escolher o idioma. Faremos a simulação em inglês (English). Selecione Buy Metrocard (comprar Metrocard), New (novo), Unlimited Ride (corridas ilimitadas) e, por fim, escolha qual tipo de passe você deseja, de um, sete ou trinta dias.
Leve dinheiro trocado, pois a máquina devolve um troco limitado, portanto, se você for comprar o passe de 30 dias (89 dólares), leve noventa dólares.
E cuide bem do seu cartão, pois, se você perdê-lo, é a maior burocracia para reaver seu dinheiro, isto se você chegar a reavê-lo.

(Foto: Henry Alfred)



É importante ressaltar que este cartão oferece viagens ilimitadas, porém, você não pode utilizá-lo duas vezes seguidas antes de 18 minutos, ou seja, você não pode comprar um e passar para si, para seu pai, sua mãe, sua irmãzinha e para o mendigo na estação. A não ser que você espere 18 minutos para cada cabeça...
Depois de estar com seu METROCARD em mãos, é só passá-lo na catraca e desfrutar do mundo subterrâneo de Manhattan.


(Foto: Henry Alfred)


O serviço de ônibus será discutido na Dica #4.

Para saber mais sobre o Metrocard, você pode acessar o site da MTA (a administração do metrô em NY).

Dica atualizada em 07/05/2010
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11/03/2007

Usando o metrô (transporte)


O metrô de Nova York pode levá-lo a qualquer lugar dos cinco boroughs.
Porém, antes de tudo, você tem que pensar a cidade como se ela fosse dividida em quatro seções, norte-sul, leste-oeste.
A maioria das linhas o levarão de norte a sul sem problemas, elas vêm do Bronx, cruzam toda Manhattan e continuam para o Brooklyn.
As linhas 4, 5 e 6 correm pelo lado leste da cidade, já as linhas 1, 2, 3, A e C pelo lado oeste.
São poucas as linhas que cruzam a cidade sentido leste-oeste, as principais são N, R e W, que vem do Queens para Manhattan, e o Shuttle (traslado em português), que faz somente o trajeto entre Times Square a Grand Central, e o trem 7.

Todos estes números e letras assustam um pouco, no começo, mas, assim que você chegar em Nova York, eles farão parte do seu dia-a-dia e logo você se acostuma.
O importante é saber que quando você está indo para o norte, você tem de pegar o trem para UPTOWN, para o sul, DOWNTOWN.
Não se preocupe se você entrar no lado errado da estação, no sentido de Downtown quanto você queria ir para Uptown. Isto ocorrerá muitas vezes até você se acostumar com as direções, alguns dos funcionários do metrô serão simpáticos e deixarão que você entre sem precisar comprar outra passagem, outros manterão a típica postura de quem trabalha com o público em NY, serão antipáticos e arrogantes, e se divertirão com seu equívoco. Paciência (porém, na dica #3, veremos sobre o Metrocard, uma grande maneira para economizar com transporte).

Então, lembre-se:

- para o Norte, UPTOWN;
- para o Sul, DOWNTOWN.

As maiores estações de trem, como Times Square, Grand Central, Union Square, Penn Station, permitem que você faça conexões com vários trens diferentes, portanto, você não precisa pagar outra passagem caso esteja chegando de outra linha, ou se entrou no lado errado da estação, mas basta seguir as indições para chegar no lugar certo. Em todas as estações, há mapas como o da ilustração acima, então, fica fácil saber onde você está e para onde deve ir.

Outra informação importante: existem dois tipos de serviço de trens, o primeiro deles é o LOCAL, que para a cada dez ou nove quadras e, por isto, costuma ser mais devagar; o segundo é o EXPRESS, e, como o nome sugere, ele é expresso, ou seja, só para nas estações mais importantes. Esteja atento se o trem que você está pegando é LOCAL ou EXPRESS, para que você não corra o risco de pegar o segundo e pular a estação na qual você queria desembarcar.
Às vezes, acontece de um trem Local mudar para Express no meio do caminho. No entanto, o maquinista sempre avisa, por auto-falantes, da mudança. Sempre há aqueles distraídos, ou que não falam inglês, que vão embora sem prestar atenção... Coisas de Nova York!

Como pagar menos para utilizar o metrô será a Dica # 3.

Dica atualizada em 08/05/2010

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07/03/2007

Saiba sobre a cidade


Antes de cair de pára-quedas no meio de Nova York, é fundamental conhecer algumas coisas básicas sobre a cidade.

Quando falamos em Nova York, geralmente estamos nos referindo à ilha de Manhattan. É nela que estão quase todas as principais atrações turísticas, sempre que dermos alguma dica, será de algo em Manhattan, a não ser que seja indicado o contrário.
A grande Nova York é composta por cinco boroughs, que não são bairros, mas também não são cidades; os boroughs são divisões administrativas de Nova York e, no interior de cada um deles, há vários bairros.
Os cinco boroughs são: Manhattan, The Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island.




Se seu avião pousar em alguns dos dois principais aeroportos da cidade - o JFK ou o LaGuardia -, você terá de ir do Queens para o hotel em que você se hospedará. Se seu orçamento permitir, o ideal é ficar em Manhattan, de onde é mais fácil se deslocar para curtir as atrações turísticas de Nova York.
Com exceção de Manhattan e Brooklyn (que possui um pequeno centro histórico), você dificilmente irá para os outros três boroughs, a não ser que more lá. Em alguns casos, nem é recomendado, pois certas áreas do Brooklyn e do Bronx são bastante perigosas - claro que nem tanto, se compararmos com o Brasil - e também não há muito o que se ver.

Entre as décadas de 70 e 90, Nova York foi uma cidade com altos índices de criminalidade. Porém, após os atentados de 11 de setembro, o prefeito Rudolf Giuliani se mobilizou para tornar Nova York uma das metrópoles mais seguras do mundo. Você não precisa se preocupar com assaltos, furtos ou roubo. Aqui, quando alguém assalta outro com faca é notícia no jornal. Até os pobres aqui usam Nike, então, não há por que se preocupar em ter o seu Rainha ou Ortopé roubado por pivetes.
Não há razão também para esconder máquinas fotográficas, IPod ou notebooks. Todo mundo tem isto por aqui e, com certeza, não vão invejar o seu. As pessoas brincam que em Nova York se pode contar dinheiro, à noite, nas ruas do Harlem, sem ter medo. E isto não está muito longe de ser verdade.
Mas se você for o 1% azarado e for furtado, a polícia será muito prestativa e lhe dará assistência, já que eles não têm muito o que fazer, principalmente nas áreas turísticas, onde muitos policiais posam para as fotos dos visitantes.

E, o mais importante, saiba utilizar o metrô. Nova York tem um dos maiores e mais eficientes sistemas de metrô do mundo. Não há lugar em que você não possa chegar com ele, e este é o meio de transporte mais rápido da cidade. Você pode cruzar Manhattan de cima a baixo, do Harlem a Downtown, em pouco mais de meia hora.

Porém, como aproveitar esta maravilha nova-iorquina será o tema da dica #2.

Dica atualizada em 08/05/2010

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06/03/2007

A cidade para todos os bolsos

(foto por Henry Alfred: Times Square, à noite)

Em Nova York, uma pessoa pode gastar, no fim de um único dia, cinco ou cinco mil dólares, dependendo do que fizer e se sua renda permitir.
Como toda grande cidade, ela tem seus contrastes: os mendigos de Alphabet City e as dondocas da Quinta Avenida, o caixa do MacDonald's que faz 300 dólares por semana e o banqueiro da Park Avenue que ganha 300 dólares por minuto, as cadeias de fast-food que te alimentam por um dólar e os chiques restaurantes que, só de gorjeta, fazem com que você desenbolse cem dólares.
Existem aquelas pessoas que, quando empreendem uma viagem, podem se dar o luxo de frequentar os melhores lugares, comprar nas melhores lojas e visitar todas as principais atrações turísticas sem se preocupar com a fatura do cartão de crédito.

Porém, no Brasil, este tipo de pessoa é uma raridade.

A maioria dos que viajam está realizando sonhos da vida inteira, economizando às vezes por anos e, quando desembarca em seu destino, tem o dinheiro contado para seus poucos dias de turismo.
Este blog destina-se a estas pessoas, que não podem (ou não querem) pagar 40 dólares num macarrão ou U$ 50 para visitar um museu.
É possível sim se divertir, e bastante, em Nova York com pouco dinheiro; em alguns casos, sem gastar nada.

Antes de embarcar nesta viagem, é preciso ter uma noção de quanto se pode gastar por dia. Com 50 dólares dá para conhecer quase tudo; com 20, não se come mal e é possível visitar algumas das principais atrações turísticas; com 10 dólares (não é impossível!)! certamente será uma viagem recheada de passeios bem alternativos...

Nova York para Mãos-de-vaca desvendará alguns segredos desta incrível cidade, ensinando, passo-a-passo, como aproveitá-la sem voltar endividado para casa.


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